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28 maio 2013

A diferença entre os clientes e os fãs



"Gregório, se a Samsung lançar um carro, você deve comprar, né?"


Talvez pelo fato de utilizar um smartphone e um tablet da Samsung, as pessoas podem imaginar que sou um grande fã da marca. Mas na verdade, não tenho um vínculo forte assim com a Samsung. Só uso os seus produtos pois os considero os melhores do mercado na atualidade, e são os que atendem minhas necessidades de forma mais satisfatória.

Caso a LG, Sony, HTC ou outra empresa lance algum produto melhor (e que naturalmente tenha uma boa relação custo-benefício) não hesitarei em trocar a marca dos meus aparelhos. No entanto, a Samsung é a campeã do momento, na minha opinião.

Na maioria das vezes, costumo comprar meus equipamentos por quesitos técnicos, não emocionais.



Boa parte dos clientes da Apple, por exemplo, não tem essa visão. A maçã tem um poder muito forte, e muitos dos clientes compram seus produtos simplesmente pelo fato dele ter sido desenvolvido pela Apple (embora às vezes não admitam, ou sequer tenham consciência disso). Isso não é errado, muito pelo contrário. A qualidade de seus produtos é inegável, mas empresa californiana chegou em um ponto em que seus clientes se tornaram fãs.

Ser fã de uma marca é natural, e muitas vezes inconsciente. Há quem só compre carro de uma determinada marca. Ou que só usa roupas de grifes X, Y e Z. Bom para a marca, e também para o cliente - que fica feliz por ser um outdoor ambulante, e pagar por isso. Vai me dizer que uma etiqueta conhecida justifica um preço três vezes maior?


Admito, também sou fã de algumas empresas. Se a Nintendo lançasse um carro, por exemplo, talvez eu comprasse. Ao menos tenho consciência disso. Coisas do mundo capitalista.

22 maio 2013

Big Data na ponta dos dedos

Uma das definições mais comuns de "Big Data" é "uma quantidade de dados muito grande para ser tratada com a capacidade computacional disponível". Essa tal capacidade computacional pode ser o seu computador, um mainframe ou um rede, depende do referencial. Fato é que Big Data trata de muita, mas muita informação.

Pensando assim, é possível perceber que a abrangência de um problema de big data tem aumentado vertiginosamente, junto com o crescimento da capacidade de armazenamento que temos hoje. Só hoje me dei conta que o cartão de memória de meu telefone celular (um micro SD de 32 GB) tem a memória equivalente a quase 90 mil disquetes de 5''1/4, utilizados no meu primeiro computador. Esse computador, aliás, tinha uma espantosa memória de 300 MB em seu HD. Esse plastiquinho que cabe na ponta dos dedos tem mais de 100 vezes a memória total do meu primeiro computador pessoal.

Por essa abordagem, um simples filme em full HD poderia ser considerado "big data" no começo dos anos 90. Só que esse termo não existia ainda. E dizer que a memória computacional ocuparia tão pouco espaço soaria como delírio.

Fato é que megabytes e gigabytes já são quase coisa do passado quando se trata de problemas complexos. Big Data trata de exabytes, ou quintilhões de bytes (10^18 EB). Ou 1.000.000.000.000.000.000 bytes. Pouca coisa, né?



18 maio 2013

Os shows que mais perdi na vida

Recentemente publiquei uma lista das bandas que vi ao vivo aqui no blog. Tive a oportunidade de assistir a maior parte de minhas bandas preferidas ao vivo, mas ainda existe uma grande lista de shows que quero ver.

Duas delas eu estive perto de ver, mas perdi. Coldplay e The Vaccines, mais de uma vez.



Estava tudo certo para minha ida ao show do Coldplay no Morumbi, no dia 10 de março de 2009, terça-feira. Eu estaria de férias, após ter apresentado o trabalho final da minha especialização na sexta-feira anterior. Na última semana, no entanto, o trabalho teve sua apresentação adiada para... 10 de março. E nisso meu show já era.

Na minha segunda oportunidade, garanti o meu ingresso para o Rock in Rio de 2011 com quase um ano de antecedência. Dessa vez, nada me faria perder o show do Coldplay. Ou não. Tirei férias e fui pra Orlando na data do festival. Certamente uma viagem pra Orlando é muito mais interessante que o Rock in Rio, mas o fato é que mais uma vez perdi um show do Coldplay, com ingresso nas mãos (que foi reembolsado posteriormente).

Eu ainda tive a ilusão que os veria no começo desse ano, quando a banda anunciou uma turnê em novembro do ano passado. Mas acho que, como souberam que eu iria, cancelaram a visita na mesma semana.


As histórias do Vaccines foram um pouco diferentes, mas tiveram o mesmo resultado final: minha não ida aos shows.

O primeiro deles seria em 2011, no Festival Planeta Terra. Já tinha comprado meu ingresso e fui ao festival. Dessa vez, a banda quem não foi. Cancelaram sua participação no evento para sair em turnê com os Arctic Monkeys nos EUA.

Como forma de desculpa aos brasileiros, vieram no começo de 2012. Mais uma vez, comprei o ingresso, como descrevi nesse post antigo. Mas por algum motivo que eu não me lembro (acho que tive que viajar) não fui ao show e devolvi meu ingresso.

A banda toca no Brasil mais uma vez hoje à noite, e vê-los está em meus planos. Espero sinceramente que não aconteça nenhuma catástrofe que me impeça dessa vez.


12 maio 2013

Neymar em quadrinhos

(uma ótima id$ia de Mauricio de Sousa)

Transformar jogadores em personagens de quadrinhos não é novidade para Maurício de Sousa. Ele já fez isso com Pelé, nos anos 70, e mais recentemente com Ronaldinho Gaúcho. A bola da vez é Neymar, cuja revista Neymar Jr. já está à venda nas bancas por R$3,90.

As personagens de Maurício costumam ser definidas por apenas uma duas características marcantes. Com Neymar não é diferente: ele é um garoto talentoso no futebol e só. Nesse caso, foi uma escolha acertada: é melhor que as atitudes do jogador fora do campo não sejam utilizadas como exemplos a serem seguidos pelas crianças. Fiquemos com uma criança alegre e boa de bola,que contracena com seu pai  e sua irmã,  que é o suficiente para que escrevam as histórias.

Neymar é uma criança na HQ, mas um pouco mais velha que as personagens da Turma da Mônica. Mas o estilo  e qualidade das histórias é semelhante. A equipe da Maurício de Sousa Produções é muito competente e sabe escrever para as crianças.

O traço dos (poucos) cenários e das personagens secundárias também segue o mesmo padrão. Apenas Neymar tem um estilo um pouco diferente - e é provavelmente a personagem mais feia já desenhada por Maurício. Mesmo com uma ajuda do lápis, não pra lutar muito contra a natureza mesmo...



Ronaldinho teve uma ajuda no lançamento de sua revista, pois o logo da Turma da Mônica aparece na capa de cada edição, e sua HQ foi inserida no pacote de assinaturas da turminha - sem a opção de não recebê-la. Já Neymar vai ter que se virar sozinho - não há assinaturas nem associações com as personagens mais famosas de Maurício.

Eu subestimei a revista de Ronaldinho. Hoje ela é vendida em mais de 50 países. Mas pra Neymar atintir o mesmo número, ele tem que se tornar no mínimo uma estrela internacional.

Creio que as vendas em um primeiro momento devem se concentrar nos torcedores santistas - embora nenhuma referência ao time seja feita nas histórias. Se Neymar resolver jogar metade do que se espera dele na seleção brasileira, as vendas devem subir.

Neymar Jr. em quadrinhos é mais uma boa opção de revista para as crianças e cumpre bem o objetivo ao qual se propõe. Deve arrebanhar alguns não-leitores que gostam de futebol e ajudar a cumprir o papel que as revistas da turma da Mônica tem na alfabetização das crianças brasileiras. Além disso, vai encher ainda mais o bolso de Neymar e de Maurício de Sousa - o que claramente é o maior objetivo da publicação.


09 maio 2013

360 shows


Há cerca de 4 anos, fiz um apanhado de todas as  bandas, cantores e DJs que eu tinha visto ao vivo, e me lembrava disso. De lá pra cá, mantive o registro de cada show que fui, e esse número aumentou espantosamente.

Naquela época, inseri na lista 21 shows que eu não precisava ter ido pra ser feliz. Na lista de hoje eles não aparecem, até porque a soma daria 381, um número muito mais feio que 360. De qualquer forma, se você quiser conhecer a lista antiga, ela continua publicada aqui nos arquivos do blog.

A lista internacional, que tinha singelos 14 nomes (alguns medalhões como Radiohead, Keane e Oasis) pulou pra 128 bandas - Paul McCartney, Muse, Belle and Sebastian e The Killers inclusos.

A nacional também cresceu bastante, mas numa proporção mais baixa. De 115 para 242 bandas. Vale lembrar que cada banda só é contada uma vez, senão esse número seria bem maior. Só do Pato Fu já fui a 16 shows, do Los Hermanos foram uns 10. Figurinha repetida não conta.

Espero que esse número continue crescendo. O número de shows que fui pode parecer alto, mas ainda tem algumas bandas que estão na minha lista de desejos: Arcade Fire, The xx, She & Him, Mumford & Sons e Death Cab For Cutie, por exemplo. E boa parte das bandas listadas eu ficaria feliz em ver novamente (volta, Radiohead!).


Internacionais



311 Little Boots
30 Seconds To Mars Little Dragon
Achu Los Jaivas
Aerosmith Maxïmo Park
Air MGMT
All Systems Go! Mika
Alva Noto & Ryuichi Sakamoto Miles Kane
Arctic Monkeys Mockers
Ariel Pink's Haunted Graffiti Mogwai
Bajofondo Morrissey
Band of Horses Muse
Beady Eye Oasis
Belle and Sebastian Of Monsters And Men
Ben Harper of Montreal
Best Coast Passion Pit
Björk Patrick Wolf
Bloc Party Paul McCartney
Blood Red Shoes Pavement
Broken Social Scene Phoenix
Cage The Elephant Placebo
Cake Primal Scream
Cat Power Radiohead
Cee Lo Green Rage Against The Machine
Chromeo Raveonettes
Dave Mathews Band Regina Spektor
Deftones Rox
Dionne Bromfield Skrillex
Ettiene de Crécy Smashing Pumpkings
Florence + The Machine Smith Westerns
Foals Snow Patrol
Foo Fighters Sonic Youth
Foster The People Soul Asylum
Franz Ferdinand Spoon
Gang of Four Sublime with Rome
Garbage Suede
Gary Clark Jr. The Apples In Stereo
Glen Matlock The Black Keys
Gogol Bordello The Cranberries
Hoppo! The Cribs
Hot Chip The Drums
Iggy Pop The Flaming Lips
Infectious Grooves The Horrors
Interpol The Jesus And Mary Chain
James Blake The Killers
James Pants The Killing Flame
Jamiroquai The Maccabees
Jane's Addiction The Mars Volta
Joss Stone The National
Justice The Offspring
Kaiser Chiefs The Pains of Being Pure At Heart
Kanye West The Strokes
Kate Nash The Ting Tings
Keane Todos Tus Muertos
Kenny Brown Toro Y Moi
Kings of Leon TV on the radio
Kraftwerk Two Door Cinema Club
Kristeen Young U2
La Mala Senda Vampire Weekend
Lemonheads We Have Band

Nacionais



8Bit Pipe Mariana Rios
Agridoce Marisa Monte
Ana Cañas Mary's Band
André Paste Maskavo
Angra Max Andrya
Antenafobia Max de Castro
Apanhador Só Mombojó
Arnaldo Antunes Monno
Arthur Moreira Lima Monobloco
Autoramas Moptop
B-Atrix Móveis Coloniais de Acaju
Balboa MQN
Banda Gentileza Mundo Livre S.A.
Banda Uó Na Moral
Bazar Pamplona Nação Zumbi
Bendz Nando Reis & Os Infernais
Berimbrown Nasi & os irmãos do blues
Bidê ou Balde Natasha
Biquini Cavadão Natiruts
Black Drawing Chalks Nem Secos Nem Molhados
Bonde do Rolê Nenhum de Nós
Boss in Drama Ney Matogrosso
Broth3rhood No Sal
Brothers Of Brazil Nô Stopa
Bruno Morais Novos Paulistas
Cabana Café O Rappa
Cachorro Grande O Surto
Cálix O Teatro Mágico
Cameloucos Orquestra Mineira de Rock
Capital Inicial Orquestra Sinfônica Arte Viva
Cartoon Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
Celso Viáfora Os Mutantes
Cérebro Eletrônico Os Paralamas do Sucesso
Charlie Brown Jr Os Patto
Cícero Otto
Cidadão Instigado Overdose
Cidade Negra Paralamas e Titãs
Clã Pata de Elefante
cLAP! Pato Fu
Concreto Pedro Luis e a Parede
Conjunto Vazio Peixe Piloto
Copacabana Club Pequeno Cidadão
CPM 22 Pitty
Curumin Planet Hemp
Curumin & The Aipins Pullovers
Czar Pulsaris
Dance Of Days Punkose
Dani Black Radioviernes
Danilo França Raimundos
Database Ramirez
Dead Fish Reação em Cadeia
Del Rey Reggae B
Detonautas Regra de Três
Di Vinnil República
Dib Six Reverendo Franklin
DR2 Ricardo Lemke
Dudu Tsuda Rodox
Dynasty RPM
Elétrika Sabonetes
Emmerson Nogueira Seiscomcasca
Engenheiros do Hawaii Selvagens à Procura de Lei
Enjoy Sepultura
Erasmo Carlos Sérgio Mallandro
Evolua Serial Punker
Fernanda Abreu Sgt. Peppers
Fernanda Takai Shaman
Firebug Sideral
Five-O-Five SILVA
Fr!la Skank
Frejat Skarrapatos
Fresno Sobrado 112
Fuja Lurdes Sociopatas
Fusile Somba
Gabriel, O Pensador Some Community
Gardenais Squadra
Garotas Suecas Stuart
Gatalógica Suéteres
Germano Soraggi Superdose
Gino e Geno Sweet Silence
Glocal Symbollic
Gram téed
Guruçá Terceira Edição
Hargos Terral
Hatchets Thaís Gulin
Holger The Attack Of The Dead Rats
Hot Rod Combo The Dead Rocks
Hurtmold The Name
Ira! The Red Light Gang
Jam Pow! The Salad Maker
Jesuton The Snobs
Jota Quest The Twelves
Juca Chaves Tiago Iorc
Juliana R. Tianastácia
Karina Buhr Tihuana
Karnak Titãs
Kawabanga Trivolt
Kid Abelha Tulipa Ruiz
Killer on the Dancefloor Udora
King Crab Ultraje a Rigor
Korzus Vanessa da Mata
La Sangria Vanguart
Lafayette & os Tremendões Velhas Virgens
Leela Ventania
Lenine Vespas Mandarinas
Lísias Volver
Lívio Tragtenberg Wander Wildner
Los Beduínos Wander Wildner & Thunderbird
Los Hermanos Wartime
Lúcio Ribeiro Wasabi
Ludov Wilson Simoninha
Luísa Maita Wiwi
Lulina Wonkavision
Macaco Bong Xote Kayana
Mad Dragzter Zabumba
Madrid Zander
Mallu Magalhães Zé Ramalho
Manitu Zeca Baleiro
Marcelo D2 Zélia Duncan
Marcelo Jeneci Zemaria
Marcelo Nova Zimberê
Maria Rita Zoom Bee Doo



07 maio 2013

Como aprendi a ler no ônibus

Até alguns anos atrás, sempre que tentava ler em um ônibus em movimento, eu sentia tonteiras. Não preocupava muito com isso: simplesmente não lia, até porque acostumei-me a ouvir que eu poderia deslocar minha retina. Mas isso era só um desses mitos que passa de geração pra geração sem ninguém questionar (Fonte: Unimed).

Acontece que o tempo gasto em transporte é um dos maiores desperdícios da sociedade moderna. Como eu tenho muita dificuldade para dormir em ônibus, passava a maior parte do meu tempo ouvindo música. Até que resolvi enfrentar essa situação.

Desenvolvi uma técnica para o aprendizado gradual da leitura em ônibus. Funcionou comigo, pode funcionar com você.

Comecei com o básico. Peguei um livro e comecei a ler. Em dois minutos já fiquei meio zonzo e parei. Mas não desisti. Esperei o dia seguinte e voltei a tentar - e a resposta do meu organismo foi a mesma. E continuei assim, sucessivamente, a cada momento em que eu precisava me deslocar utilizando o transporte público.

Venci pela persistência. A cada tentativa, eu conseguia resistir por mais tempo. Dois, cinco, dez minutos. E hoje eu consigo ler por horas consecutivas dentro do busão.

Nem preciso dizer o quanto isso melhora o meu dia. Um tempo que era desperdiçado pode ser utilizado para estudar, aprender ou simplesmente me divertir. 

P.S.: Não consegui encontrar o autor da figura. Tem Rafael assinado no cantinho, é tudo que sei.