boo-box

25 agosto 2013

Anderlaine

Meu e-mail é "Gregório underline Fonseca @ Gregório's Corporation ponto com". Sabe onde está o erro? No underline. Na verdade, não existe nenhum e-mail no mundo com underline. Nem o seu.

A origem dessa designação para o símbolo "_" no Brasil é desconhecida. O correto, em inglês, seria underscore. A tradução para o português é "traço baixo". Mas em algum momento da história da humanidade, alguém resolveu chamar o "traço baixo" de underline, e assim o termo se popularizou.

Já experimentou dizer um termo com um underscore no meio? Na maioria das vezes, se a pessoa não faz uma careta de que não está entendendo, ela responde com a pergunta: "Underline, né?" Mas eu insisto em dizer o termo correto. Por mais que possa ser chato pra mim, acho importante ter esse papel educativo.

Underline deve ser usado para se referir ao texto sublinhado, desse jeito, ó!

Apesar disso tudo, acho que essa é uma batalha perdida. É mais um estrangeirismo que foi absorvido pela população brasileira - mesmo que isso tenha um significado diferente em sua língua original. Mas se eu conseguir ajudar uma ao menos uma pessoa com esse texto, já me sinto satisfeito.



23 agosto 2013

Atenção: Blitz da Lei Seca

Véspera de fim de semana, começo a receber mensagens como essa no WhatsApp:

"Galera.. acabei de receber aqui.. se liguem aee...
Hj esta tendo um treinamento com 200 policiais para lei seca. O treino acaba de noite e estes 200 vao pra rua. Vao ser mais 80 blitz. Divulga pro seus amigos. Hj e so taxi.
Não sei se eh verdade...masssss"

Não dá pra saber se é verdade ou boato. Talvez alguém interessado na segurança da população espalhou a mensagem. Ou pode ser só um engraçadinho querendo ver até onde consegue viralizar alguma coisa. Quem sabe não seja verdade mesmo? Mas será que deveríamos nos importar com isso? Eu acredito que não.


A existência de blitzes não deveria guiar o comportamento das pessoas. No mundo ideal, ninguém deveria beber antes de dirigir, por pensar em si mesmo e no próximo. E as blitzes não seriam necessárias.

O grande problema é que a preocupação dos motoristas em geral não é com a segurança - é com o valor da multa. Ao menos as multas conseguem ter um peso didático significativo.

De qualquer forma, é perceptível a evolução na consciência das pessoas nos últimos anos. Que continue assim e que cada vez mais as pessoas não dirijam sob efeito de álcool. Para o bem delas, para o bem da sociedade.

P.S.: O trecho de jornal reproduzido acima foi recebido via mensagem, sem fonte e sem data (para parecer atual para qualquer fim de semana). Se alguém souber a fonte, comente aqui para que eu atualize o texto.


21 agosto 2013

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.

Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.

Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, houve um longo período entre o primeiro protótipo até as primeiras vendas.

O primeiro lote de 40 chinelos produzidos foi deixado em consignação em uma loja, que estava um pouco relutante em vendê-los. Rapidamente se esgotaram, e a partir do segundo lote as vendas começaram de verdade.

Mesmo com o produto definido, o espírito empreendedor de Carlos continuou atuante. Nos primeiros pares, o material usado era o mesmo para a parte em contato com o pé e para a sola. Ao notar que a sola não durava tanto, foi atrás do fornecedor buscar um material mais resistente para ser utilizado na sola do chinelo.

E tem mais mais: o chinelo surgiu das sobras de material dos tapetes, certo? Acontece que seu novo produto também deixava sobras. Que tal utilizar esses retalhos para produzir as tiras do chinelo? E assim aconteceu.



A empresa, sediada em Caraguatatuba, vende pela internet, e os preços são bons. O chinelo parece confortável (não usei pra testar) e são legais. Ainda existe um fator "cool" envolvido, pois como pouca gente conhece o produto, você pode desfilar por aí usando um item praticamente exclusivo.

Por último, mas não menos importante: a produção não tem sobras de material e o produto é 100% reciclável. Após usá-lo bastante, é só colocar no lixo destinado aos plásticos onde houver coleta seletiva, que o material será reaproveitado. Talvez até volte aos seus pés!

Quem quiser conhecer mais os produtos, pode visitar o site da empresa no www.florine.com.br

Esse post não é um publieditorial, nem ganhei um centavo para publicá-lo. Apenas achei a história interessante e inspiradora, um exemplo de empreendedorismo, e quis compartilhá-la com vocês.


19 agosto 2013

Grégrio

(ou como um software que não reconhece caracteres acentuados pode causar altas confusões na vida de um Gregório)


07 agosto 2013

A internet das coisas está mais próxima do que você imagina


Um das tendências tecnológicas mais citadas nos últimos meses é a internet das coisas. As tais "coisas" com acesso à internet são seu relógio, seu tênis, sua camiseta, sua geladeira, sua obturação dentária. O que temos visto é que cada vez mais temos diferentes aparelhos conectados, se comunicando entre si.

Quem se lembra com detalhes do primeiro filme da série Jurassic Park deve se lembrar que Ned, o sabotador da ilha, era muito importante para o funcionamento do parque pois ele era uma das poucas pessoas capazes de ligar dez computadores em rede. Apenas dez. É o que eu tenho na minha sala de estar.

Ligados ao meu roteador, tenho desktop, ultrabook, netbook, Nintendo Wii U, Nintendo 3DS, tablet, smartphone, Kindle, blu-ray player, multifuncional. Chegamos a 10 itens, certo? Se eu for considerar os aparelhos que se comunicam via bluetooth, ainda posso incluir um headset e quatro controles do Wii U.

Pra aumentar essa soma de quinze itens, eu ainda poderia comprar uma SmartTV, um smartwatch (relógio inteligente, provavelmente o próximo da minha lista), um home theather wireless, um Google Glass, uma máquina fotográfica e mais trocentos aparelhos já existentes no mercado.

Pense agora em cada item da sua casa, do seu guarda-roupa. Será que estamos longe de conectarmos todos eles? Eu creio que não, e que isso vai acontecer de uma forma muito mais rápida que imaginamos. O que temos hoje foi surgindo naturalmente, e fomos absorvendo um passo de cada vez. Apenas em momentos de reflexão que nos damos conta do quanto estamos conectados, e como isso aconteceu de forma gradual.

Mas será que estamos preparados? Mais dispositivos conectados podem significar mais acesso à informação, mais produtividade, mais diversão. Quintilhões de dados gerados (big data). E também menos privacidade e (inconscientemente) livre-arbítrio. Toda tecnologia pode ser usada para o bem e para o mal. Eu estou do lado do bem, e você?