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26 novembro 2014

Comprando 50 tons de cinza

Na fila do caixa das Lojas Americanas, ouvi um diálogo surreal:

- Você já leu os primeiros livros? - pergunta a mulher para a sua amiga que está com o terceiro volume da trilogia "50 tons de cinza" nas mãos.
- Não, mas como eu não gosto de ler eu vou direto pro fim da história.
- Mas se você não gosta de ler, por que está comprando o livro?
- É porque eu gosto da temática.

E até hoje estou tentando entender o que aconteceu...

24 novembro 2014

Jurassic World e a volta dos dinossauros ao cinema

O primeiro Jurassic Park é certamente o meu filme favorito de todos os tempos. Foi o que mais me influenciou, me impressionou e provavelmente o que mais assisti na vida. Até hoje me empolgo ao revê-lo e se, mesmo vinte anos depois, ele continua tendo o o mesmo impacto sobre sim, certamente ele nunca mais vai sair da minha lista de preferidos.

Também gosto muito da continuação O Mundo Perdido, um filme que também não perdeu o brilho o com o passar dos anos.

Já o Jurassic Park III me dá tristeza só de lembrar. Foi um um filme muito frustrante quando foi lançado e revendo-o anos depois continuo achando muito ruim. De certa forma foi um filme que enterrou a franquia.

Quando anunciaram o início da produção de Jurassic World, só consegui pensar no quanto gosto dos dois primeiros filmes e o meu nível de expectativa já foi às alturas. Sei que o filme tem potencial pra dar muito errado (é só lembrar do terceiro filme pra comprovar isso) mas também pode ser fantástico (pense nos dois primeiros).

Eu acredito que vai ser muito bom. Eu sou bobo. E o teaser do trailer de Jurassic World foi capaz de me deixar empolgadíssimo, em contagem regressiva para a estreia do filme.

São os quinze segundos de vídeo mais esperados dos últimos anos. Ao menos pra mim.



[UPDATE: 25/11/2014] O trailer saiu antes do previsto e é incrível!

11 novembro 2014

Pela paz mundial, tomara que o jogo entre Atlético-MG e Cruzeiro termine empatado em 0x0


Não conheço nenhuma cidade no mundo tão apaixonada por futebol quanto Belo Horizonte. Parece que as pessoas por aqui são obrigadas a tomar partido e escolherem um dos principais times para torcerem. O humor do povo é diretamente afetado pelo resultado dos jogos e as comemorações costumam ser muito intensas.

Pela primeira vez, Atlético-MG e Cruzeiro se enfrentarão na final de um campeonato nacional. A primeira certeza que temos é que, independentemente do resultado, a cidade ficará insuportável por vários dias após o jogo final da Copa do Brasil.

É por isso que estou torcendo para que o primeiro jogo da final termine em 0x0. Com nenhum dos times fazendo gols, não haverá gritaria nem foguetório durante o jogo. Com o empate, as duas torcidas terão que conter suas comemorações até o segundo jogo da final, e teremos mais alguns dias de paz.

Acontece que a final é em dois jogos e infelizmente, o campeonato terminará com apenas um time campeão (essa é a segunda certeza que temos). E a torcida dos felizardos será responsável por atrapalhar o sono de centenas de milhares de pessoas por ao menos uma noite, monopolizará o assunto nas rodas de conversa do dia seguinte e fará piadas com o time adversário até o fim dos tempos

Dada essa prospecção de futuro catastrófico, poderíamos ao menos ter uma noite de paz com o jogo terminando em 0x0, não acham? Pela paz mundial.

P.S.: Vou torcer pro Galo, mas juro solenemente nunca gritar, soltar foguetes nem zoar os adversários cruzeirenses. Até mesmo porque nem atleticano eu sou.

17 setembro 2014

Cavaleiros do Zodíaco e o filme que não precisava existir


Cavaleiros do Zodíaco é um desenho animado que marcou (muito) uma geração. Isso é o suficiente pra justificar o fato de que a média de idade na sala do cinema em que vi o filme era de 30 anos.

E recordações infantis às vezes devem permanecer apenas como recordações mesmo.

Quando lançaram o sofrível longa-metragem Dragonball Evolution eu insisti em ir ao cinema, mesmo com inúmeras recomendações para não fazer isso. Mas eu queria ver com meus próprios olhos, e analisar o filme pelo meu ponto de vista.

Não tive tempo de receber recomendações para não assistir "Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário", que estreou no cinema na semana passada. E minha reação ao sair do cinema foi semelhante à que tive ao ver o Dragonball: a de incredulidade pelo que fizeram com os personagens que tanto admirava.

Eu não tinha o nível de expectativa alto. Até achava que o filme poderia ser ruim, queria ver só pela nostalgia mesmo. Mas não esperava que fosse tão ruim assim. Personagens rasos, história incoerente e muitas mudanças que descaracterizaram a série original.

Sem dar spoilers, digo somente que a aparição do Máscara da Morte foi o momento em que desisti completamente do filme e fiquei apenas esperando ele acabar.

É claro que minha tendência natural foi de comparar com a história original, e isso nem sempre é positivo. Alguns filmes são destinados a adaptar histórias clássicas para as novas gerações. Só que esse filme praticamente só foi visto pelos nerds da velha guarda - e provavelmente não agradou muito.

Imagino que os objetivos de um longa-metragem como esse sejam agradar os antigos fãs, atrair novos admiradores e (obviamente) lucrar. Creio que ao menos nos dois primeiros, falharam miseravelmente.

24 agosto 2014

Swing Copters (como Flappy Bird, só que ruim)

Tempos atrás falei sobre o Flappy Bird, um jogo tão divertido quanto dificil. O jogo fez tanto sucesso e teve tanta repercussão que seu criador (Dong Nguyen, do .GEARS Studio) aparentemente não conseguiu suportar a pressão do sucesso e tirou o jogo do ar. Detalhe: a estimativa de renda que o jogo provia a ele na época era de 50 mil dólares diários.

Passados alguns meses, o .GEARS Studio lançou mais um jogo, o Swing Copters. O visual e a jogabilidade são muito semelhantes ao Flappy Bird. A grande diferença é que o jogo é absurdamente mais difícil. Pra você ter uma ideia, cronometrei algumas partidas e calculei o tempo médio de jogo: 7.5 segundos. Joguei algumas dezenas de partidas e não consegui fazer mais que um ponto.

A impressão que dá é que Dong Nguyen, criador do jogo, quer rir da nossa cara. Flappy Bird é difícil, mas divertido. Swing Copters é impossível e está longe de ser divertido. Acho que só fique muito tempo jogando porque me senti desafiado e frustrado a cada "game over" que aparecia na tela.


A grande sacada do criador, no entanto, é a forma de capitalizar o aplicativo. A cada partida, um anúncio é mostrado na tela. E o desenvolver recebe uns trocados a cada vez que um anúncio é visualizado e/ou acessado. E como a cada 7,5 segundos aparece uma nova propaganda, isso acaba gerando uma renda enorme.

Até o momento, mais de 500 mil usuários já tinham baixado o aplicativo para Android e mais um tanto para iOS. Consequentemente, alguns milhões de anúncios foram exibidos. Enquanto isso, tentamos jogar um jogo impossível e Nguyen vai ficando cada vez mais rico.

Baixe o Swing Copters para Android aqui.

Baixe o Swing Copters para iOS aqui.

[UPDATE: 28/08/2014]
Lançaram uma atualização para o jogo, que agora está jogável. E ficou divertido, então retiro boa parte do que eu disse acima. Mas ainda não passei dos quinze pontos.

22 agosto 2014

Antes de publicar qualquer coisa, é melhor analisar os dados. E é feio manipulá-los.

(Esse recado é pra você, Folha de São Paulo).

Embora eu tenha uma especialização em engenharia aeronáutica e um mestrado em engenharia pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), nunca falei sobre o mundo da aviação aqui no blog. Mas hoje achei que poderia prestar um serviço à sociedade.

A quantidade de bobagem que vejo a imprensa publicar é diretamente proporcional ao meu nível de conhecimento sobre o assunto que está sendo tratado. Hoje quando vi a notícia "Quase 70% dos acidentes aéreos têm apenas três causas" na Folha de São Paulo fiquei bastante incomodado. Toda pessoa minimamente envolvida com aviação sabe que qualquer acidente da avião só acontece quando ocorre uma combinação de inúmeros fatores  - nunca por apenas um motivo.
Consultei então a base do CENIPA (Centro de Investigação e e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, ligado ao Ministério da Defesa) supostamente consultada na reportagem e filtrei por "acidente" no campo "classificação". Apareceram 625 ocorrências . A reportagem cita 617, imagino que as oito mais recentes foram inseridas posteriormente.

Acontece que as tais "causas" citadas pela reportagem da Folha de São Paulo na verdade se referem ao campo "Tipo de Ocorrência". A manchete correta seria algo do tipo "Quase 70%  dos acidentes reportados no Brasil se referem a 3 tipos de ocorrência". Falar em "tipo de ocorrência" é muito diferente de falar de "causa de acidente". 

Por exemplo: um dos tipos de ocorrência citados é o "baixo nível de combustível". Os motivos que levaram ao baixo nível de combustível é que seriam as causas (no plural, lembrem-se disso). Numa situação hipotética, imagine que os instrumentos que informam o nível de combustível podem ter falhado, as condições de voo podem ter levado à uma mudança de rota que fez com que o avião voasse por muito mais tempo, e o aeroporto estava congestionado, atrasando o pouso da aeronave. É bom deixar claro que a ocorrência dessas três situações simultaneamente está aqui apenas para ilustrar que um acidente aeronático só ocorre quando há várias causas (muito mais que três).

Em cada linha da tabela é possível abrir os relatórios de investigação e, aí sim, procurar pelas causas (normalmente múltiplas) de cada acidente. (Mas cada relatório leva um tempo infinito pra ser aberto). As supostas causas mencionadas pela reportagem da Folha ("Perda de controle", "Falha do motor" e "Colisão em voo") são listadas na base de dados do CENIPA como "Tipo de ocorrência".

Essa verificação que fiz não levou 10 minutos. Não posso afirmar que a redação da Folha manipulou os dados para gerar uma reportagem sensacionalista ou que simplesmente a redatora foi amadora (e o editor incapaz de vetar uma matéria como essa). De qualquer forma, fico preocupado ao ver reportagens como essa prestando um desserviço à população. Em determinado momento do dia de hoje, essa era a matéria mais lida do site. Olha só quanta gente tendo acesso à informação distorcida! Um jornal que devia ser uma fonte de informação confiável ajuda a disseminar conceitos errados que, de certa forma, fortalecem o medo que as pessoas tem de voar (e não deveria existir, afinal o avião é, estatisticamente, a forma mais segura de se viajar - já dizia Superman).

O que me deixa mais triste é que, quando conheço o assunto, eu até consigo analisar criticamente o que estou lendo. Mas imagine só a quantidade de bobagem que a gente lê na grande mídia por desconhecimento! E se até os grandes jornais erram (ou manipulam, sei lá), pense só na quantidade de bobagem que você lê na sua timeline do Facebook!


03 julho 2014

Copa do Mundo no cinema


Quando eu comento que acompanhei o último jogo do Brasil na Copa no cinema as pessoas costumam olhar com estranheza. Futebol e cinema parecem incompatíveis - mas não são. Adorei a experiência, e pretendo voltar ao cinema amanhã.

Dezesseis cinemas da rede Cinemark estão transmitindo várias jogos desde o início do torneio. Todos os jogos até o fim do campeonato (exceto a disputa do terceiro lugar) estão garantidos na grade de programação da rede.

A sala abre meia hora antes do jogo começar, com a tela ligada na transmissão da Rede Globo.

No dia de Brasil x Chile, o cinema estava bem vazio, com cerca de 25% da sua lotação. A maior parte do público era composta por famílias com crianças pequenas e meia dúzia de gatos pingados que não queriam assistir o jogo em casa, mas também queriam fugir de muvucas e micaretas.

Diferentemente do que se costuma ver no cinema, era permitido conversar, gritar, pular e até beber cerveja. É um clima legal, descontraído e familiar.

Mas o melhor de tudo é a infraestrutura de áudio e vídeo. Ver o jogo na tela gigante com som de cinema impressiona.

Ah, e ainda tem uma grande vantagem: como o cinema é acusticamente isolado do mundo externo, você não escuta os vizinhos que estão vendo o jogo na TV analógica gritarem gol antes da hora, e o intermitente barulho de fogos de artifício inexiste. Basicamente, paz para ver o jogo.

Amanhã eu volto!

Confira a lista de cinemas participantes aqui.


11 junho 2014

Swiftkey - A reinvenção da escrita no celular

(e quando eu falo em reinvenção, é reinvenção mesmo, dessas de quebrar paradigmas)

Eu não acreditava que um teclado touchscreen pudesse ser melhor que um teclado físico até criarem o Swype. Eu não acreditava que um teclado pudesse ser melhor que o Swype até conhecer o SwiftKey.

Eu me lembro da preguiça enorme que eu tinha de digitar mensagens usando o teclado numérico dos telefones antigos. Ter que apertar a mesma tecla quatro vezes só pra conseguir inserir a letra "S" era um suplício. Mas por muito tempo essa foi a única opção disponível.


Depois criaram um recurso que completava as palavras automaticamente (conhecido como T9) que ajudava, mas ainda assim era muito arcaico.

Quando surgiram os teclados QWERTY para celular (teclados como os de computador, com uma tecla para cada letra), eu achei que havíamos chegado ao ápice da tecnologia de digitação em celulares. Nesse período também surgiram os primeiros teclados touchscreen, mas que costumavam ser bem piores devido à baixa sensibilidade e precisão.


A história começou a mudar com os surgimento dos smartphones. O teclado do iPhone surgiu como algo quase que revolucionário, pois era a primeira vez que era razoavelmente bom digitar em uma tela touchscreen. Ainda assim, ele ainda era inferior a um teclado físico. A tecnologia evoluiu rapidamente e hoje o teclado do iPhone parece muito arcaico se comparado aos do Android.


O Swype, disponível no Android, foi uma quebra enorme de paradigma. É um teclado onde você desliza o dedo pelas letras ao invés pressioná-las uma a uma. Quem nunca viu esse teclado em funcionamento normalmente sai impressionado após o primeiro contato.

Quando eu achava que não havia mais o que melhorar, surgiu o Swiftkey. Ele mistura o melhor do Swype com o melhor do iPhone. O mais impressionante é que você não necessariamente precisa apertar as teclas corretas para que as palavras sejam formadas. Ele corrige seus erros e prevê seu texto. O sistema de aprendizado é impressionante e, uma vez usando-o, você não vai conseguir abandoná-lo dada a melhoria na eficiência da sua digitação.

Qualquer argumento que eu tentar escrever vai parecer marketing. O melhor argumento nesse caso é a prática. Basta usar o Swiftkey por uns 3 dias (pra dar tempo dele se "acostumar" com seu estilo) para ver o quanto ele é bom. É importante passar ao menos um curto período utilizando-o, pois ele precisa "aprender". A experiência vai te mostrar.

Até algumas horas atrás, ele era um aplicativo pago (e relativamente caro). A grande notícia de hoje é que agora o Swiftkey é gratuito. E você pode baixá-lo aqui. Eu não perderia tempo e instalaria ele nesse mesmo instante no meu smartphone.

Ah, quem usa iPhone ou Windows Phone está de fora da brincadeira.

Baixe o Swiftkey aqui

05 junho 2014

Cinco frases da cultura pop que guiam meus passos

Seja em livros, filmes, discos ou qualquer outro formato, a cultura pop é repleta de frases de efeito que ilustram posters, tatuagens ou posts no Instagram. Algumas dessas frases me inspiram, e carrego-as comigo.


1 - "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades."
Nos quadrinhos e no cinema, Peter Parker (o Homem-Aranha) ouve essa frase de seu tio ao vê-lo assassinado por um criminoso que ele teve a chance de capturar, mas não quis.
Os poderes são uma metáfora. Ninguém vive sozinho. Seja no trabalho ou na sua vida pessoal, tudo que você faz tem um efeito sobre outras pessoas. Trata-se de pensar no próximo, além de pensar em si mesmo.


2 - "Não entre em pânico."
O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams
Basicamente, o pânico só atrapalha. É melhor ter calma e paciência para atravessar uma situação turbulenta. 

 3 - "Não há lugar como o lar."
Dorothy, em "O Mágico de Oz".
Um furacão leva Dorothy para a Cidade Esmeralda e, por mais que sua aventura seja sensacional, a melhor parte acaba sendo voltar pra casa. E olha que eu adoro viajar...

 4 - "Que a força esteja com você."
de Star Wars
É uma saudação que mostra apreço pela pessoa para quem você está dizendo. Não vivemos em um mundo onde a "força" (ou os midichlorians) exista, mas o importante é a corrente positiva que está sendo transmitida. Uma interpretação para essa frase no mundo real seria "Desejo que apenas coisas boas aconteçam com você, e que tenha sucesso na vida. Ah, e eu sou nerd".


5 - "Espero que esta experiência não tenha feito ninguém aqui desistir de voar. Estatisticamente falando, ainda é a maneira mais segura de viajar."
Superman, em "Superman - O Retorno".
O herói diz essa frase aos passageiros de um avião cuja queda ele acabou de impedir, pousando-o em um estádio de beisebol. Eu encaro medo de avião como encaro medo de barata: entendo e respeito, mas tenho consciência de que são medos que não tem razão de existir. Basta observar as estatísticas: aviões são realmente muito seguros. E convenhamos, baratas são feias e sujas, mas são inofensivas.


01 abril 2014

Galochas: o seu melhor investimento para o Lollapalooza

Eu tava com esperança de que o Lollapalooza Brasil desse ano não tivesse lama. Aí o Vinícius me mostrou essa foto do show do Iron Maiden que foi realizado no mesmo local do festival e perdi as esperanças.
Iron Maiden na lama. Futuro do Lollapalooza?
É claro que nem tudo está perdido. A solução vai ser usar a mesma estratégia que usei no ano passado: GALOCHAS.

No primeiro dia do Lollapalooza de 2013 fiquei fugindo de todas as poças de lama e ainda assim saí de lá bem sujo. Não ia deixar isso acontecer no segundo dia.

A Raíssa e eu fomos em uma loja de materiais de construção e compramos um par de galochas pra cada um. E foi baratinho, cerca de 30 reais. Dinheiro muito bem investido, por sinal.

Começo do festival, galochas limpinhas

Primeiros sinais de lama
Cada vez que eu não precisava desviar o meu caminho, via alguém fugir da lama ou se sujar involuntariamente, eu tinha um pouquinho da sensação de vencedor - afinal, eu era uma das poucas pessoas que podia circular tranquilamente por todos os ambientes do festival.
Submersos em meleca
Parece nojento, e é porque é nojento mesmo. Ainda assim, as condições podem ser consideradas privilegiadas. Imagine ter que atravessar um vazamento de banheiro químico para poder utilizá-lo.
Local privilegiado, graças às galochas
E o melhor, pudemos assistir à shows em locais muito melhores que a média, sem cabeças na frente, sem gente trombando. Like a boss. Um pouco sujo, é verdade, mas a galocha é muito mais fácil de limpar que um tênis. Quem nunca perdeu um tênis após afundá-lo na lama?

Se tem um conselho do He-man pra esse post é: corram até uma loja de materiais de construção e comprem suas galochas. Não se importem com a feiura (poderia ser um Crocs) - 30 reais investidos em um par de galochas vão fazer o festival ficar muito mais interessante. Acreditem.


16 março 2014

Clean Master - Um aplicativo que vai fazer o seu Android parecer novo

(ou "Por que é que não fui descobrir isso antes?")


O Android, apesar de ser disparado o melhor sistema operacional para smartphones do momento, tem seus problemas. Uma das coisas que pode acontecer a médio prazo é o desempenho do seu dispositivo piorar significativamente, principalmente devido à quantidade de lixo armazenado no telefone. O problema é que nem sempre a gente sabe o que é o lixo, e como tirá-lo.

E depois de quase quatro anos usando diferentes dispositivos Android, hoje tive aquela sensação de "Por que é que não descobri isso antes?" quando conheci o aplicativo Clean Master.

Falando de uma forma curta e grossa, o Clean Master apaga todo o lixo que está no seu celular e fecha os aplicativos que não estão servindo para nada pra você.

O resultado é um aumento assombroso de desempenho. Tenho um Galaxy Tab 10.1 do primeiro modelo, praticamente obsoleto, que passou a ter uma performance melhor do que quando eu o comprei depois da instalação do Clean Master. Impressionante.

E pra usar o aplicativo você não precisa entender de nada sobre a forma como o dispositivo armazena seus arquivos. Na filosofia do Next>Next>Next>Li a aceito os termos de uso, o Clean Master faz tudo sozinho e você vai passar a ter a sensação de ter um comprado um smartphone novo. E o aplicativo ainda é grátis!

Baixe o Clean Master aqui.

05 fevereiro 2014

Flappy Bird, tão divertido quanto difícil


O melhor game de todos os tempos da última semana é incrivelmente divertido e absurdamente difícil.

Flappy Bird, para Android e iOS, tem gráficos muito simples (algo entre o Nintendo e o Super Nintendo). Além disso, só existe um comando a ser dado no jogo e ainda assim o game é super divertido.

Basicamente, você precisa tocar a tela do celular ou tablet para impulsionar o pássaro que tem cara de peixe e fazer com que ele desvie dos canos que surgem da terra e do céu (notadamente inspirados em Super Mario Bros).

No momento em que os jogos são cada vez mais fáceis e cheios de tutoriais, Flappy Bird conseguiu provar que passar raiva e xingar seu aparelho pode ser muito mais divertido que gastar horas circulando por um cenário de mundo aberto (o que me faz lembrar dos meus jogos do Nintendo 8 bits que eu tinha e nunca zerei).

Calculei a média de duração do jogo, e percebi que cada partida tem aproximadamente 12,5 segundos. Isso que dizer que durante apenas um hora você pode jogá-lo quase 300 vezes.

Ainda não consegui passar dos 15 pontos, mas um colega meu conseguiu fazer 50. Não sei se ele fez mais alguma coisa além de jogar Flappy Bird na última semana da vida dele pra conseguir uma pontuação assim.




29 janeiro 2014

Autografando livros digitais

Tenho algumas dezenas de livros autografados. O autógrafo é legal pois ele torna o seu livro um item exclusivo, diferente do que qualquer pessoa tem no mundo. Sem contar que para autografá-lo você deve ter tido o mínimo de contato com o autor - e autores são pessoas legais.

Só que estamos num momento que, se não é de transição de mídias, é de no mínimo convivência em conjunto. Embora ainda compre mais livros de papel que digitais, só em 2013 li mais de 25 e-books.

E como autografar um e-book?

Na Campus Party de 2014, tive a oportunidade de encontrar dois autores de livros cuja edição digital foi comprada por mim. Naturalmente, quis ter contato com os escritores, mas eles não podia autografar os meus livros. A solução encontrada foi uma foto posando com meu e-reader e "autenticando" a versão digital.

Com Affonso Solano, autor de "O Espadachim de Carvão" (e um Beto Estrada trollando a foto no fundo!)

Com Sílvio Meira, autor de "Novos negócios inovadores de crescimento empreendedor no Brasil"

Com Fábio Yabu, autor de "Branca dos Mortos e os Sete Zumbis"

Um livro digital pode até ser mais confortável de ser lido, mais barato e mais fácil de ser armazenado. Mas o encontro com os autores em carne e osso não em preço.


19 janeiro 2014

Comprando a furadeira errada

Tudo começou quando eu precisei fazer uns furos na parede do meu apartamento pra instalar uma persiana. Sem furadeira em casa, imaginei que comprar uma dessas furadeiras de 50 reais me faria gastar praticamente o mesmo tanto que gastaria se contratasse alguém pra fazer o serviço pra mim.

Comprei a furadeira Super Tech, de fabricação chinesa e venda exclusiva no Wal-Mart, no Brasil. Quando vou comprar qualquer espécie de equipamento, faço uma busca exaustiva por referências na internet, para garantir que não vou comprar nenhuma bomba. Prefiro confiar nos consumidores a confiar nos vendedores e anunciantes.

Nesse caso, não encontrei nenhuma informação relevante sobre a marca, mas resolvi arriscar mesmo assim. O preço de R$49,90 foi bem atraente, até que eu chegasse em casa.

A furadeira estava completamente desalinhada: ao ligá-la, a broca não girava em torno do próprio eixo e, naturalmente, era impossível fazer um furo. Fui ao supermercado e troquei-a por outra. Não foi surpresa ao perceber que a segunda furadeira tinha o mesmo problema.

A solução foi devolvê-la mais uma vez, e pegar o dinheiro de volta. (Vale mencionar que o pessoal do atendimento ao cliente do Wal-Mart foi super atencioso e compreensivo, realizando a devolução do dinheiro sem criar nenhum empecilho).

No fim das contas, comprei uma furadeira de uma marca tradicional que foi 80% mais cara, mas cumpriu sua missão.

E agora, se alguém fizer uma busca no Google querendo saber se a furadeira Super Tech é boa, ela vai cair nesse texto e poder ler meu testemunho. 

01 janeiro 2014

Melhores de 2013

No último mês do ano, participei mais uma vez das listas de melhores do Move That Jukebox. Naturalmente, nem todas as minhas indicações entraram para as listas finais. Meus votos aqui, no entanto, representam o que mais gostei de ouvir no ano que passou. Recomendo cada linha indicada!
Melhores discos internacionais
1 - Franz Ferdinand – Right Thoughts, Right Words, Right Action
2 - Arctic Monkeys - AM
3 - David Bowie - The Next Day
4 - Arcade Fire - Reflektor
5 - Ellie Goulding - Halcyon Days
6 - Vampire Weekend - Modern Vampires of The City
7 - Lorde - Pure Heroine
8 - The National - Trouble Will Find Me
9 - Atoms For Peace - AMOK
10 - Paul McCartney - New
11 - Beady Eye - BE
12 - Justin Timberlake – The 20/20 Experience
13 - Kings of Leon - Mechanical Bull
14 - Queens of The Stone Age - ...Like Clockwork
15 - Kanye West - Yeezus
16 - Camera Obscura – Desire Lines
17 - She and Him - Volume 3
18 - Phoenix - Bankrupt!
19 - Daft Punk – Random Access Memories
20 - Sigur Ròs - Kveikur

Melhores músicas internacionais
1 - Get Lucky - Daft Punk
2 - Fresh Strawberries - Franz Ferdinand
3 - Do I Wanna Know? - Arctic Monkeys
4 - Goodness Gracious - Ellie Goulding
5 - Shot At The Night - The Killers
6 - Higher Than The Sun - Keane
7 - One Way Trigger - The Strokes
8 - Pink Rabbits - The National
9 - Tennis Court - Lorde
10 - Afterlife - Arcade Fire
11 - Mirrors - Justin Timberlake
12 - Unbelievers - Vampire Weekend
13 - Royals - Lorde
14 - Roar - Katy Perry
15 - Judge Jury and Executioner - Atoms For Peace
16 - Right Action - Franz Ferdinand
17 - The Vampyre Of Time And Memory - Queens of The Stone Age
18 - Entertainment - Phoenix
19 - Iz Rite - Beady Eye
20 - I Could've Been Your Girl - She & Him

Melhores discos nacionais
1 - Marcelo Jeneci - De Graça
2 - Tom Zé - Tribunal do Feicebuqui
3 - Arnaldo Antunes - Disco
4 - Clarice Falcão - Monomania
5 - Apanhador Só - Antes Que Tu Conte Outra
6 - Os Amantes Invisíveis - Novo
7 - Érika Martins - Modinhas
8 - Nevilton - Sacode
9 - A Banda Mais Bonita da Cidade - O Mais Feliz Da Vida
10 - Lulina - Pantim
11 - Móveis Coloniais de Acaju - De Lá Até Aqui
12 - Ludov - Eras Glaciais EP
13 - Cérebro Eletrônico - Vamos Pro Quarto!
14 - Péricles Garcia - Outros Heróis
15 - Esperanza - Esperanza
16 - Cambriana - Worker
17 - Guri - Quando Calou-se a Multidão
18 - Vanguart - Muito Mais Que o Amor
19 - Vespas Mandarinas - Animal Nacional
20 - Cabana Café - Panari

Melhores músicas nacionais
1 - Eu Me Lembro - Clarice Falcão & SILVA
2 - Tribunal do Feicebuqui - Tom Zé, Emicida, Trupe Chá de Boldo e Tatá Aeroplano
3 - Dizem (Quem Me Dera) - Arnaldo Antunes
4 - Te Ver Feliz - Ana Cañas
5 - Líquido Preto - Apanhador Só
6 - Veste De Preto - Os Amantes Invisíveis
7 - Temporal - Marcelo Jeneci
8 - Fundidos - Érika Martins
9 - Amor Pra Depois - SILVA
10 - Eras Glaciais - Ludov
11 - Só Eu Sou Eu - Marcelo Jeneci
12 - Papa Francisco Perdoa Tom Zé - Tom Zé & O Terno
13 - Espero Que Esteja Melhor - Nevilton
14 - Você Bordado - Ana Cañas & Nando Reis
15 - Cambriana - What Light?
16 - Sexo é maquiagem - Lulina
17 - Maria Teresa - Péricles Garcia
18 - O Mais Feliz Da Vida - A Banda Mais Bonita da Cidade
19 - O Amor É Tradução - Móveis Coloniais de Acaju
20 - Maná - Rodrigo Amarante