Pular para o conteúdo principal

Autografando livros digitais

Tenho algumas dezenas de livros autografados. O autógrafo é legal pois ele torna o seu livro um item exclusivo, diferente do que qualquer pessoa tem no mundo. Sem contar que para autografá-lo você deve ter tido o mínimo de contato com o autor - e autores são pessoas legais.

Só que estamos num momento que, se não é de transição de mídias, é de no mínimo convivência em conjunto. Embora ainda compre mais livros de papel que digitais, só em 2013 li mais de 25 e-books.

E como autografar um e-book?

Na Campus Party de 2014, tive a oportunidade de encontrar dois autores de livros cuja edição digital foi comprada por mim. Naturalmente, quis ter contato com os escritores, mas eles não podia autografar os meus livros. A solução encontrada foi uma foto posando com meu e-reader e "autenticando" a versão digital.

Com Affonso Solano, autor de "O Espadachim de Carvão" (e um Beto Estrada trollando a foto no fundo!)

Com Sílvio Meira, autor de "Novos negócios inovadores de crescimento empreendedor no Brasil"

Com Fábio Yabu, autor de "Branca dos Mortos e os Sete Zumbis"

Um livro digital pode até ser mais confortável de ser lido, mais barato e mais fácil de ser armazenado. Mas o encontro com os autores em carne e osso não em preço.


Comentários

  1. Que massa, você foi na Campus Party e também tem um blog do "Greg" hahahah.

    http://www.blogdogreg.com.br/

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…