Pular para o conteúdo principal

Copa do Mundo no cinema


Quando eu comento que acompanhei o último jogo do Brasil na Copa no cinema as pessoas costumam olhar com estranheza. Futebol e cinema parecem incompatíveis - mas não são. Adorei a experiência, e pretendo voltar ao cinema amanhã.

Dezesseis cinemas da rede Cinemark estão transmitindo várias jogos desde o início do torneio. Todos os jogos até o fim do campeonato (exceto a disputa do terceiro lugar) estão garantidos na grade de programação da rede.

A sala abre meia hora antes do jogo começar, com a tela ligada na transmissão da Rede Globo.

No dia de Brasil x Chile, o cinema estava bem vazio, com cerca de 25% da sua lotação. A maior parte do público era composta por famílias com crianças pequenas e meia dúzia de gatos pingados que não queriam assistir o jogo em casa, mas também queriam fugir de muvucas e micaretas.

Diferentemente do que se costuma ver no cinema, era permitido conversar, gritar, pular e até beber cerveja. É um clima legal, descontraído e familiar.

Mas o melhor de tudo é a infraestrutura de áudio e vídeo. Ver o jogo na tela gigante com som de cinema impressiona.

Ah, e ainda tem uma grande vantagem: como o cinema é acusticamente isolado do mundo externo, você não escuta os vizinhos que estão vendo o jogo na TV analógica gritarem gol antes da hora, e o intermitente barulho de fogos de artifício inexiste. Basicamente, paz para ver o jogo.

Amanhã eu volto!

Confira a lista de cinemas participantes aqui.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…