Pular para o conteúdo principal

Swing Copters (como Flappy Bird, só que ruim)

Tempos atrás falei sobre o Flappy Bird, um jogo tão divertido quanto dificil. O jogo fez tanto sucesso e teve tanta repercussão que seu criador (Dong Nguyen, do .GEARS Studio) aparentemente não conseguiu suportar a pressão do sucesso e tirou o jogo do ar. Detalhe: a estimativa de renda que o jogo provia a ele na época era de 50 mil dólares diários.

Passados alguns meses, o .GEARS Studio lançou mais um jogo, o Swing Copters. O visual e a jogabilidade são muito semelhantes ao Flappy Bird. A grande diferença é que o jogo é absurdamente mais difícil. Pra você ter uma ideia, cronometrei algumas partidas e calculei o tempo médio de jogo: 7.5 segundos. Joguei algumas dezenas de partidas e não consegui fazer mais que um ponto.

A impressão que dá é que Dong Nguyen, criador do jogo, quer rir da nossa cara. Flappy Bird é difícil, mas divertido. Swing Copters é impossível e está longe de ser divertido. Acho que só fique muito tempo jogando porque me senti desafiado e frustrado a cada "game over" que aparecia na tela.


A grande sacada do criador, no entanto, é a forma de capitalizar o aplicativo. A cada partida, um anúncio é mostrado na tela. E o desenvolver recebe uns trocados a cada vez que um anúncio é visualizado e/ou acessado. E como a cada 7,5 segundos aparece uma nova propaganda, isso acaba gerando uma renda enorme.

Até o momento, mais de 500 mil usuários já tinham baixado o aplicativo para Android e mais um tanto para iOS. Consequentemente, alguns milhões de anúncios foram exibidos. Enquanto isso, tentamos jogar um jogo impossível e Nguyen vai ficando cada vez mais rico.

Baixe o Swing Copters para Android aqui.

Baixe o Swing Copters para iOS aqui.

[UPDATE: 28/08/2014]
Lançaram uma atualização para o jogo, que agora está jogável. E ficou divertido, então retiro boa parte do que eu disse acima. Mas ainda não passei dos quinze pontos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas …

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…