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Cavaleiros do Zodíaco e o filme que não precisava existir


Cavaleiros do Zodíaco é um desenho animado que marcou (muito) uma geração. Isso é o suficiente pra justificar o fato de que a média de idade na sala do cinema em que vi o filme era de 30 anos.

E recordações infantis às vezes devem permanecer apenas como recordações mesmo.

Quando lançaram o sofrível longa-metragem Dragonball Evolution eu insisti em ir ao cinema, mesmo com inúmeras recomendações para não fazer isso. Mas eu queria ver com meus próprios olhos, e analisar o filme pelo meu ponto de vista.

Não tive tempo de receber recomendações para não assistir "Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário", que estreou no cinema na semana passada. E minha reação ao sair do cinema foi semelhante à que tive ao ver o Dragonball: a de incredulidade pelo que fizeram com os personagens que tanto admirava.

Eu não tinha o nível de expectativa alto. Até achava que o filme poderia ser ruim, queria ver só pela nostalgia mesmo. Mas não esperava que fosse tão ruim assim. Personagens rasos, história incoerente e muitas mudanças que descaracterizaram a série original.

Sem dar spoilers, digo somente que a aparição do Máscara da Morte foi o momento em que desisti completamente do filme e fiquei apenas esperando ele acabar.

É claro que minha tendência natural foi de comparar com a história original, e isso nem sempre é positivo. Alguns filmes são destinados a adaptar histórias clássicas para as novas gerações. Só que esse filme praticamente só foi visto pelos nerds da velha guarda - e provavelmente não agradou muito.

Imagino que os objetivos de um longa-metragem como esse sejam agradar os antigos fãs, atrair novos admiradores e (obviamente) lucrar. Creio que ao menos nos dois primeiros, falharam miseravelmente.

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