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19 outubro 2015

Dentro da caixa: unboxing da Nerd ao Cubo Box #6 - Terror

Dia desses conheci o serviço da Nerd ao Cubo e gostei da ideia. Eles trabalham vendem um sistema de assinaturas onde os participantes recebem mensalmente uma caixa repleta de produtos de temática nerd. A minha primeira caixa chegou ontem e tirei algumas fotos pra vocês saberem o que vem dentro.

A cada mês, um tema dentro do universo nerd é escolhido. Em meses anteriores, já distribuíram caixas com os títulos "Quest", "Renegados" e "Press Start", por exemplo. Provavelmente influenciados pelo retorno do seriado de The Walking Dead à TV, o tema da caixa foi "Terror".

Camiseta Dixon Army, inspirada em The Walking Dead

Box Cine Book Club, da Editora Darkside, com os livros Os Goonies, Psicose e A Noite dos Mortos-Vivos.


Desconto de 30% e aviso de porta do livro "Os Senhores dos Dinossauros" (nunca tinha ouvido falar, mas pelo comentário de que é a mistura de Jurassic Park com Game of Thrones fiquei interessado. Por mais marketeiro que isso possa parecer).


Bottom Walking Dead Survivor

Adesivo da editora Darkside

Bala Nerds, que foi encaixado no tema Terror fazendo-se uma referência ao "gostosuras ou travessuras".

Código para download do jogo Urban Legends, no Steam.

Sangue teatral comestível.

Fiquei satisfeito com o kit. Comprar esse tipo de produto é um tiro no escuro, porque você não sabe exatamente o que virá. Esse é um dos motivos desse post existir: mostrar para as pessoas o que tem na caixa. Antes de comprar, pesquisei bastante por publicações que mostrassem o conteúdo de caixas anteriores e só encontrei vídeos no Youtube. E eu não queria ficar vendo 10 minutos de vídeo.

Para assinar a box Nerd ao Cubo, visite o site deles em: http://nerdaocubo.com.br/. O próximo tema é "Revolução", então provavelmente alguma coisa de Jogos Vorazes virá dentro da caixa!


12 outubro 2015

O mapa dos filmes legendados (e dublados) em Belo Horizonte

Parece um pouco paradoxal: por um lado vemos abertura de inúmeras salas de cinema país afora, por outro está cada vez mais difícil encontrar sessões legendadas nos cinemas do Brasil. Pra não dar a impressão de afirmar sem ter informações o suficiente, resolvi fazer um levantamento das seções legendadas nos quatorze principais complexos de cinemas de Belo Horizonte. Os dados obtidos são relativos ao dia 7 de outubro de 2015.

A conclusão é triste, mas não me surpreendeu: apenas 29% das sessões em BH são legendadas. São 91 exibições em um universo de 318. Se considerarmos apenas os filmes estrangeiros o número sobre para 37%, o que ainda é baixo.

Os resultados detalhados estão expostos a seguir. A primeira tabela inclui os filmes estrangeiros, tanto dublados quanto legendados, e os filmes nacionais. O Ponteio liderou o ranking com 69% dos seus filmes legendados, seguido de perto pelo Cine Belas Artes com 67%. Outros quatro complexos exibiram mais da metade dos seus filmes legendados na data analisada: Diamond Mall, BH Shopping, Shopping Paragem e Pátio Savassi.


A segunda tabela excluiu os filmes brasileiros da análise, e o Cine Belas Artes assumiu a liderança com 100% dos filmes estrangeiros sendo exibidos com legendas. O Ponteio caiu para a vice-liderança com 85% dos filmes legendados.


Tempos atrás a revista Época publicou uma reportagem dizendo que assistir um filme legendado seria o equivalente a ler um livro de 30 páginas em duas horas. E isso significa um esforço considerável para boa parte da população, o que justifica o aumento da quantidade de filmes dublados no cinema.

Particularmente, prefiro filmes legendados. Sei que sou minoria, mas tenho meus motivos: por mais
que a dublagem brasileira seja excelente, perde-se muito da atuação original dos artistas, sem contar que os efeitos sonoros em muitas vezes são prejudicados. Acredito que ver um filme legendado é a forma mais próxima de se aproveitar uma obra da maneira como ela foi concebida originalmente.

Uma exceção que faço são as animações, pois mesmo em suas versões originais elas são dubladas. Nesse caso os estúdios de dublagem brasileiros costumam entregar resultados tão bons quanto os originais, e valem a pena ser vistos. Isso só é problemático quando escolhem alguma celebridade sem talento para dublagem para atuar.

Não vejo perspectivas de melhoras para os próximos anos: se o público prefere filmes dublados, os complexos de cinema vão exibir cada vez mais filmes dessa maneira. O que está ao meu alcance é deixar de ver um filme se ele não está sendo exibido com seu som original. Caso eu desse meu braço a torcer, a bilheteria de filmes dublados aumentaria e, consequentemente, os filmes legendados continuariam a perder espaço.

Será que é demais sonhar com um futuro onde as pessoas leiam mais e os filmes legendados possam voltar a ser maioria? Tomara que não...

15 junho 2015

Meu Sony Xperia Z1 quase foi inutilizado após a atualização para o Android Lollipop. Consegui salvá-lo, e aqui eu conto como foi.

Atualizações de sistema operacional para smartphones costumam ser perigosas, ao menos para Android e iOS (não tenho experiência o suficiente com Windows Phone para falar algo sobre ele). As atualizações menores, em geral, costumam adicionar recursos e corrigir falhas existentes. O problema é quando as atualizações são muito grandes e o hardware que você tem em mãos pode sentir o baque.

Foi o que aconteceu quando alguns dias atrás a Sony liberou uma atualização para a versão Lollipop do Android para seus aparelhos Xperia Z1. Tenho um tablet Xperia Z2 que já tinha recebido essa atualização que rodou sem problemas, então achei que o smartphone não sofreria com ela. Ledo engano.

Após atualizar o Xperia Z1, ele ficou absurdamente lento, e chegava a levar 4, 5 segundos para abrir um aplicativo leve como o WhatsApp. A primeira impressão que tive foi a de obsolescência programada (o que seria muito pouco inteligente da parte de um fabricante). Tentei desinstalar algumas coisas, limpar a memória, usar aplicativos de otimização e nada. Meu smartphone tinha quase virado um peso de papel.

Comecei a pesquisar um novo telefone pra comprar - o que seria muito triste, afinal há um mês o meu Xperia Z1 me atendia perfeitamente. Até que tentei a última cartada: restaurar as configurações de fábrica.

Fiz o backup do meu celular (nessa hora, serviços como Dropbox e Onedrive e um cartão microSD são seus melhores amigos) e apelei. Em pouco tempo, estava com um smartphone praticamente limpo, e comecei a reconfigurá-lo.

O grande problema foi baixar todos os aplicativos que tinha de volta, pois a quantidade de dados para download era bastante significativa. Mas passou. Também desativei os aplicativo chatos (ou bloatware) que por padrão vem instalados no celular.

O resultado final foi excelente: um celular praticamente novo, com ótimas melhorias por causa do Android Lollipop. O ônus disso tudo foi ter que fazer todo o processo de backup e restauração do telefone.

É claro que o ideal era que a atualização ocorresse limpa, sem problemas e sem a necessidade de zerar o celular. Como a Sony não conseguiu fazer isso, tive que dar meu jeito.

Se você tem um Xperia Z1 e está tendo problemas com a atualização, não desista. Restaure as configurações de fábrica e seu smartphone vai ficar muito melhor do que era antes!

25 maio 2015

Cinema toda semana por três meses


Quem gosta de ir ao cinema praticamente toda semana muitas vezes não encontra boas opções nas telas, seja porque já viu todos os filmes que te interessassem ou mesmo pela falta de opção. E em muitos momentos do ano, as distribuidoras concentram seus lançamentos e ocorre uma espécie de canibalização de opções.

As semanas que antecedem o Oscar, por exemplo, são um problema: nunca dá pra ver todos os filmes que me chamam a atenção.

Olhando o calendário de lançamentos para as próximas semanas, notei que vai ser um período muito legal, com os lançamentos distribuídos uniformemente. Quanto falo em lançamentos, me refiro apenas aos filmes que já me chamaram a atenção antes de chegarem às telas e que certamente contarão com minha presença nas salas.

Esse ótimo período começou no dia 14 de maio com Mad Max: Estrada da Fúria. Nunca tinha visto nenhum filme da série e adorei o longa-metragem. Uma semana depois, aconteceu a estreia de Poltergeist - O Fenômeno, que ainda não tive a chance de ver.

No próximo dia 28 estreia Terremoto - A Falha de San Andreas, que parece ser mais um desses filmes-catástrofe cheios de efeitos especiais que te divertem bastante enquanto você está na sala do cinema.



Dia 4 de junho estreia Tomorrowland, baseado na região do parque Magic Kingdom de mesmo nome. É uma trama que apresenta um pouco da visão de Walt Disney sobre um futuro otimista. Os trailers não dão muitos detalhes sobre a história, mas tive a oportunidade de ver um sneak peak com as primeiras cenas do filme no  EPCOT Center que me deixou louco pra ver como a história continua.

Dia 11 de junho, véspera do dia dos namorados, é a estreia de Jurassic World. É um filme que tem tudo pra dar certo e tudo pra dar errado ao mesmo tempo. Torço para que só a primeira opção aconteça. O primeiro Jurassic Park é pra mim o melhor filme de todos os tempos.



Na semana seguinte, duas animações vão dividir a minha atenção: Divertida Mente (minha aposta: esse filme vai te surpreender), da Pixar e Dragon Ball Z: O renascimento de Freeza. E já no dia 25 de junho, os Minions (a parte mais interessante de Meu Malvado Favorito) ganham seu filme solo.

Na primeira semana de julho, dia 2, O Exterminador do Futuro - Gênesis ganha as telas. Após uma semana de descanso, o Homem-Formiga vai ser a próxima aposta da Marvel, no dia 16 de julho. A Marvel tem o histórico de transformar herois de segundo escalão em ídolos da nova geração, então ele pode surpreender.



Dia 23 de julho, dobradinha de filmes começados com "P". Pan, live-action sobre o Peter Pan, e Pixels, uma comédia envolvendo videogames antigos. Finalizando essa sequência de estreia, a nova versão do Quarteto Fantástico vai ser conhecida no dia 6 de agosto.

Sei que alguns desses filmes irão me decepcionar e outros vão me surpreender. Isso é natural, o que importa é a diversão. Só o Jurassic World que tá proibido de me decepcionar, OK Spielberg?

06 maio 2015

Stegoceratops em Jurassic World

Passeando no Walmart encontrei esse brinquedo na coleção do filme Jurassic World (que estreia mês que vem): o Stegoceratops!


Trata-se de um híbrido de triceratops e estegossauro - e acho que isso não é uma ideia muito boa.

O triceratops era o meu dinossauro preferido quando era criança e foi muito pouco aproveitado na franquia Jurassic Park. Agora seria um bom momento pra corrigir essa falha histórica e eles resolvem fazer essa bizarrice chamada stegoceratops.

A inclusão desse dinossauro no filme não foi confirmada e pode até ser que seja apenas um brinquedo sem ligação nenhuma com a história. Ou será que o brinquedo foi um spoiler do filme?

Tomara que não. Espero que o Jurassic World tenha triceratops e estegossauros, mas nada de cruzar as duas espécies!

24 março 2015

"Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" é o melhor filme da franquia

(e dizer isso, acreditem, pode não soar absurdo).


Recentemente estava listando para meu primo com menos da metade da minha quais os filmes clássicos ele não poderia deixar de ver. Citei as trilogias de Star Wars, Jurassic Park, De Volta Para o Futuro e outros filmes que estão no meu coração.

Quando comentei que ele não poderia deixar de ver a série "Indiana Jones" ouvi um "Já vi os quatro! E o melhor é o da caveira de cristal!".

Engoli seco. Não acho o quarto filme de Indiana Jones não é tão ruim quanto o resto do mundo considerou, mas pra mim ele é absurdamente inferior aos três filmes da trilogia original.

Então lembrei da minha ótima relação com o Episódio I de Star Wars, que me deixou com a sensação de ter visto o melhor filme da vida (como contei aqui). Tudo faz sentido quando pensamos que esses revivals de grandes franquias, por mais que despertem uma sensação de nostalgia, também são feitos para as novas gerações. Por gerações que passaram por experiências diferentes e pensam de outra forma. 

Então quando você assistir os novos filmes dos Caça-Fantasmas, Blade Runner e Alien que estão pra sair nos próximos meses, não se decepcione. É muito difícil que superem a relação com os filmes originais que você cultivou durante anos. E talvez você não seja mais o público alvo...

29 janeiro 2015

Seis meses sem ir ao banco


Fiquei quase seis meses consecutivos sem entrar em agências bancárias nem utilizar qualquer espécie de terminal de caixa-eletrônico. Começou meio por acaso e acabou se tornando um desafio pessoal.

Há anos dou preferência ao cartão de crédito na hora de realizar qualquer pagamento. É muito mais prático e conveniente: não preciso carregar tanto dinheiro e, por adiar o pagamento, posso ficar com meu dinheiro investido, rendendo. É claro que isso depende de controle e disciplina, para que não haja surpresas na hora da fatura, mas isso pra mim não é problema. Só uso dinheiro em espécie quando não há outra opção, ou quando o custo da compra sai mais barato.

O meu desafio começou no final do mês de julho do ano passado. Estava me mudando para Belo Horizonte e saquei uma boa quantia no caixa eletrônico pra cobrir os gastos que teria nos meus últimos dias em São José dos Campos.

Em meados de setembro, me dei conta de que ainda não tinha ido a nenhum banco em Belo Horizonte. Foi aí que decretei meu desafio: queria ver por quanto tempo eu conseguiria ficar sem ir ao banco.

Na prática, minha rotina não mudou muito. Continuei pagando minhas contas com cartão, e usando sempre o Internet Banking para fazer minhas transações. E o tempo foi passando.

Algumas vezes cheguei a receber pagamentos pequenos em dinheiro de algumas pessoas, que facilitaram minha distância das agências bancárias. Até o comecinho de 2015.

Chegou a hora de pagar o IPTU e, ao tentar realizar o pagamento utilizando o site do banco, percebi que isso não seria possível: o valor era superior ao valor máximo permitido para pagamento online naquele dia.

E com o rabo entre as pernas, caminhei até a agência bancária (que fica no mesmo prédio que trabalho) para realizar o pagamento. E meu contador zerou em 175 dias.

Mas vejam só, embora tenha ido ao banco pra fazer um pagamento, eu ainda não saquei nenhuma cédula. Já são mais de seis meses sem retirar um centavo em dinheiro do banco. Acredito que a tendência é, felizmente, irmos cada vez menos a agências bancárias. Ganhamos tempo, praticidade e conforto com isso.

Mas por mais que isso seja uma tendência, tenho consciência de que muita gente ainda evita as transações via internet por desconfiança. Sei que existem muitos problemas de cybersegurança, mas é responsabilidade do banco oferecer um ambiente seguro para transações (e responsabilidade do usuário ter cautela e não deixar seu computador ser infectado por qualquer tipo de ameaça digital).  Eu mesmo já fui vítima de fraudes pelo menos em três ocasiões, e em todas elas o problema foi resolvido sem o menor ônus pra mim.

Só tem uma coisa que é meio injusta. Pagamentos utilizando cartão de crédito têm um custo a mais para o lojista. Esse custo acaba sendo diluído para todos os clientes e, de certa forma, isso contribui para o aumento dos preços dos produtos. E ao não frequentar tanto as agências bancárias, os lucros dos bancos (que já são enormes) acabam aumentando ainda mais. No fim das contas, estamos pagando por um serviço (que é a comodidade) e tem muita gente ganhando dinheiro com isso.  Só digo que é injusto pois é um pouco desproporcional. O custo de um pagamento em cartão para um lojista tem um impacto muito negativo pra ele e as taxas bancárias no caso do cartão de crédito beiram o abusivo. De qualquer forma, tenho consciência de que estamos pagando por um serviço e não tem nada de graça no mundo mesmo.

E meu contador agora marca 9 dias!