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27 dezembro 2016

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas do dia a dia.
Gastei esse montante somando tudo que paguei de combustível, estacionamento, seguro, IPVA, revisão, manutenção e limpeza do carro. Na média, são R$901,47 por mês que você vê saindo direto da sua conta bancária.

R$5.703,00 de depreciação
Pelos valores da tabela FIPE, o meu carro vale quase seis mil reais a menos do que paguei. Na prática, se eu vendê-lo por um valor menor que o da tabela, o gasto fica ainda maior.

R$9.463,53 de renda potencial perdida
Caso eu tivesse deixado o dinheiro que paguei no carro na poupança, que tem um rendimento baixíssimo, ele teria rendido quase dez mil reais no período. Comprei o carro à vista, eu tinha o dinheiro para aplicar. E se eu tivesse financiado parte do pagamento, certamente o gasto seria maior. O valor foi calculado utilizando os dados reais de correção da poupança no período de maio de 2014 a dezembro de 2016.

Tudo isso dá um total de R$42.210,67. São R$1407,02 por mês, ou R$46,90 por dia.

Ao comprar um carro, é muito importante ter mente qual é seu custo real. Muita gente acaba enxergando apenas as despesas do dia a dia, quando na prática elas representam 64% do total. O "custo invísivel" é muito representativo, e é preciso levá-lo em consideração para tomar a decisão mais interessante.

A pergunta que fica é: valeu a pena? Considerando o local que moro e os deslocamentos que tenho que fazer diariamente, sim. Para ter um conforto equivalente eu teria que morar a menos de 10 km do trabalho e utilizar Uber, Táxi ou Cabify. Naturalmente, utilizar ônibus seria uma alternativa em que eu pagaria o transporte com menos dinheiro, mas com mais tempo. E eu acho o tempo mais precioso.



24 dezembro 2016

Quando o seu presente de Natal não é exatamente aquilo que parece ser

Eba, ganhei um presente!


Parece que são meias...


Sim, são meias! Eu realmente estava precisando, já tem alguns meses que falo isso...


Peraí, parece que tem uma coisinha verde no pacote que não é uma meia.


Uhull, ganhei o "Sombras de Mordor" para Xbox One! 


Vou passar horas me divertindo na Terra-média - e com meias novas!

Eu tenho a melhor esposa do mundo!


22 dezembro 2016

O surpreendente sabor das chocofritas

Assim que passei perto de um Burger King, não perdi a chance de experimentar as novas chocofritas! O novo prato da rede de fast food nada mais é que uma porção de batatas fritas com chocolate derretido e ovomaltine (parece terra, mas não é).



À primeira vista parece uma combinação estranha, mas ela surpreendentemente funciona. O prato é gostoso e tem o sabor forte, e não é tão doce quanto eu esperava (o que é um ponto positivo). E não achei enjoativo, comi a porção inteira tranquilamente. A foto acima é de uma porção média, que é a menor vendida. Vale como uma refeição completa. Recomendo uma água pra acompanhar.

O problema é que as chocofritas ficam no meio termo entre as batatas fritas e o chocolate (afinal a proposta era essa). Ficam longe de ser tão boas quanto as batatas fritas convencionais, bem como tão boas quanto um chocolate. Juntar os dois ingredientes piora o sabor de ambos. Na prática, é mais interessante comprar umas batatinhas e comer uma barra de chocolate de sobremesa.

Acho improvável o Burger King continuar vendendo as chocofritas por mais que três meses a partir de hoje. Acho que muita gente vai comê-las por curiosidade e nunca mais comprar de novo. Até lá, terá sido uma boa campanha de marketing que certamente trará clientes para a rede. Depois disso, quem sabe eles não lançam o sundae de bacon, que já é vendido pelo Burger King americano?

13 dezembro 2016

Já tem "Uber clandestino" em Confins pegando passageiros no grito


Dia desses, ao pousar em Confins, tomei um susto. Sabe esse pessoal que fica na rodoviária de Belo Horizonte gritando "Ipatinga, Valadares", oferecendo transporte clandestino para o interior? Pois é, fui recebido no aeroporto por várias pessoas me perguntando: "Uber?" querendo conquistar um passageiro desde a saída do desembarque.

O que está acontecendo é que os motoristas de Uber (ou será que não são?), na tentativa de burlar a fila e não ter que pagar a taxa do aplicativo, estão se oferecendo aos potenciais passageiros e propondo um preço fechado, menor do que eles pagariam se o pedido fosse feito pelo aplicativo.

Um dos motoristas foi bastante insistente falando que ele estava em décimo da fila e tinha ido para o número 170 porque seu celular o sinal, e que tinha mais que uma hora que ele estava esperando. Até me mostrou a tela do aplicativo de motoristas da Uber. Ele poderia até estar falando a verdade, mas eu não me sinto confortável em fazer uma corrida fora do sistema, mesmo que fosse mais barata.

E eu acho isso errado em muitos aspectos.
  1. Ao fazer uma corrida em um carro sem o rastreamento do aplicativo, na prática você está entrando em um carro de um desconhecido que se fizer qualquer coisa errada você nem vai saber quem é. É um problema de segurança pública.
  2. Outro ponto é que, se existe uma fila da qual você faz (ou deveria fazer) parte, é muito desonesto você furá-la fila em qualquer situação.
  3. Por fim, se você tem vínculo com uma empresa e usa o nome dela para trabalhar, burlar o sistema para evitar um repasse de receita também é desonesto.  

Quanto ao último aspecto, o motorista pode alegar que ele não é funcionário do Uber. E não é mesmo, legalmente o Uber presta um serviço para o motorista. Eu considero um problema por causa da abordagem, onde o motorista usa (ou simula) um vínculo com a empresa e abertamente fala em burlar o sistema.

Enfim, se em dois minutos fui abordado por 3 motoristas diferentes, imagino que isso seja uma situação muito frequente. E deve dar resultado para os motoristas, senão eles não fariam isso. De qualquer forma, não vai ser eu quem vai ser usuário de um "Uber clandestino". E espero que você também não.


"Rogue One: uma história Star Wars" é o melhor filme do ano que não assisti


Eu sou muito empolgado com filmes de cultura pop (super-heróis, ficção científica, fantasia etc). Passo muito mais tempo lendo, assistindo vídeos, acompanhando a produção e o pós-lançamento que efetivamente assistindo o filme no cinema. Imagine só minha tristeza quando um filme assim não corresponde às minhas expectativas...

Só que na prática eu acho que meu cérebro se programa para que eu goste de tudo, mesmo que inconscientemente. É bem raro eu sair muito insatisfeito desses filmes (embora aconteça eventualmente). Normalmente eu já gostei do filme antes de começar a vê-lo.

Aí que mora o perigo: sabendo da minha predisposição para gostar de tudo e com medo de tomar spoilers, evito ter acesso às críticas do filme antes de formar minha opinião. No entanto, não consegui fugir das manchetes que pululavam nos meus feeds nas redes sociais. E parece ser um consenso que o filme é excelente, tem gente arriscando dizer que é o melhor filme da série.

Eu acho que existem muitos aspectos que são levados em conta para alguém classificar algo como "o melhor" e eu sou uma pessoa que já teve a sensação de que o Episódio I era o melhor Star Wars. E no contexto em que eu estava envolvido, realmente ele foi fantástico. Conto essa história aqui, cliquem se quiserem saber mais detalhes.

Quinta-feira eu vou ao cinema ver "Rogue One: uma história Star Wars" com um sorriso no rosto. Quero sair da sessão com um sorriso maior ainda. Torçam por mim.

P.S.: Meu nível de empolgação chegou ao ponto de me fazer comprar uma estatueta do droide K2SO, que só conheço pelos trailers. Se ele for um personagem ruim, ao menos é uma estatueta bonita.

Da esquerda para a direita, K2SO, ET, Rey, BB-8, Lif (Navio Dragão) e um pedacinho da Chandra na minha cristaleira que não tem cristais.


22 novembro 2016

É triste admitir, mas desisti das revistas de papel



Desde criança, um dos meus passatempos preferidos sempre foi ler revistas. Visitar bancas de revistas repetidamente ao longo de cada dia era um passatempo frequente, e eu acreditava que na minha aposentadoria eu seria dono de uma banca. Só que eu acho que até lá, dificilmente teremos mais estabelecimentos como esse.

Em determinados momentos da minha vida, cheguei a receber mais de 20 revistas a cada mês em minha casa - e lia todas elas, da primeira à última página. Hoje não recebo mais nenhuma e as poucas assinaturas que tenho são digitais.

Esse processo de abandono de revistas não aconteceu de uma hora para outra. Aos poucos, fui abandonando publicações que já não eram tão interessantes e dando preferência à versão digital, quando disponível. Em outros casos, as revistas deixaram de ser publicadas (como a Info e a Billboard, por exemplo).

Até que no final do ano passado, ao invés de receber dezenas de revistas eu só tinha as assinaturas digitais da Wired e da Mundo dos Super-Heróis, e a impressas da Rolling Stone e da Nintendo World. Só que aconteceu um fenômeno inesperado: as editoras das revistas impressas não me procuraram para realizar a renovação das assinaturas. Eu queria continuar tendo acesso ao material, mas parece que eles desistiram de mim.

Até tentei ler as duas publicações em versão digital pelo Iba (que é uma espécie de Netflix das revistas), só que o fato de não poder ler as revistas sem uma conexão com a internet (mesmo se estiverem baixadas no tablet) me fez desistir de pagar pelo serviço e, consequentemente, deixar de ter acesso às publicações.

Foi então que percebi que continuei me informando por outras fontes e as revistas não me fizeram falta. O formato está obsoleto e, por mais que eu tenha uma identificação afetiva com o papel grampeado, ele não é essencial. O que importa é o conteúdo, independentemente da forma como ele é consumido. As revistas estão tendo uma morte lenta e parece que os leitores não estão sentindo falta delas. E eu não consigo ver nenhum movimento contrário a isso, por mais que isso possa ser triste e decepcionante (pra mim, inclusive).



Hoje é raro (só digo que pois não posso afirmar categoricamente que isso não acontece) vermos novas revistas se aventurarem com sucesso nas bancas, ao passo que cancelamentos de publicações são cada vez mais frequentes.

E por mais que as editoras tentem se focar no meio digital, o público brasileiro ainda tem resistência de pagar por conteúdo desse tipo: em uma visita à banca da Play Store, é possível notar que a maior parte das reclamações é que a revista digital tem o mesmo preço da impressa e na concepção dos reclamantes deveria custar menos. Existe a mentalidade de que se paga pelo papel, e não pelo conteúdo. De qualquer forma, o sucesso de plataformas de assinatura como o Spotify e a Netflix no Brasil são um sinal de que as pessoas podem vir a pagar por revistas digitais em algum momento.

A única assinatura que sobreviveu foi a da versão digital da revista Mundo dos Super-Heróis. Acabei participando da campanha de financiamento recorrente da revista Dragão Brasil que, depois de 10 anos longe das bancas, voltou a ser publicada apenas em formato digital.

Ainda visito frequentemente as páginas na internet das revistas que abandonei como Rolling Stone, Nintendo World, Época e Wired, por exemplo. É triste admitir, mas desisti das revistas de papel...

P.S. 1: Revistas em quadrinhos não estão incluídas no escopo desse texto!

P.S. 2: Eu continuo comprando revistas em quadrinhos, mas na maioria das vezes não é em bancas. Lojas online como a Amazon e a FNAC costumam ter preço muito mais competitivos. Além disso, acesso quadrinhos em formato digital pelo Comixology e Social Comics.


25 outubro 2016

Precisamos de menos "Black Mirror" e mais "Tomorrowland" na vida.

Na última sexta-feira, estreou a terceira temporada de "Black Mirror" na Netflix, com seis episódios. É uma das atuais queridinhas do público (e minha também). "Tomorrowland" ainda não está disponível na Netflix, mas pode ser visto no Google Play, iTunes e outros serviços de locação. Só não é um queridinho do público porque o público ainda não conhece (na minha humilde opinião).


"Black Mirror" é uma série de contos de ficção científica que leva ao extremo negativo aspectos da tecnologia do nosso dia a dia. Trata da forma como nos relacionamos com nossos dispositivos eletrônicos (existentes ou não) e como isso transforma nossa convivência com os outros seres humanos. No entanto, a visão sempre tem um viés pessimista e as coisas costumam acabar mal. É feito pra chocar. Cada episódio tem uma história fechada e independente (nenhum personagem se repete, inclusive) e pode ser encarado como um filme de curta duração.

"Tomorrowland", por sua vez,  é um filme baseado na visão de futuro de Walt Disney, refletido na área de mesmo nome presente nos parques. Estreou ano passado, mas não foi um sucesso de público. Eu adorei o filme, e pra mim foi um dos melhores do ano. A grande diferença de "Tomorrowland" para os filmes de ficção científica tradicionais é que ele aborda a evolução tecnológica como algo positivo, que pode impactar positivamente no bem estar e qualidade de vida das pessoas.


Esse é o grande contraponto com "Black Mirror". Quem me conhece, sabe que sou muito ligado à tecnologia, early adopter de produtos que às vezes sequer chegam aos olhos do grande público e carregado de gadgets no dia a dia. Praticamente o Inspetor Bugiganga. E por mais que "Black Mirror" me faça refletir, creio que o mais importante é termos consciência do que estamos fazendo com nossas vidas. Saber o que é bom, o que é ruim. O que facilita a vida e o que complica. O que torna o mundo um lugar melhor para vivermos e o que só piora as coisas.

A visão que "Tomorrowland" traz é a que compartilho é de que o progresso científico é bom para a sociedade e que gente má existe em todo lugar, independentemente da tecnologia. Não são nossos dispositivos que vão nos transformar em monstros, isso vem da nossa essência.

Retornando ao título do post, precisamos pensar menos como "Black Mirror" e mais como "Tomorrowland". Vamos usar a tecnologia a nosso favor, tendo consciência do que nos torna humanos e da importância de vivermos em sociedade.

Mas não deixem de assistir "Black Mirror" nem "Tomorrowland"!


17 outubro 2016

Reencontrando Sérgio Mallandro

O público do Sérgio Mallandro envelheceu. Envelheceu tanto que, no show dele no último sábado, me senti uma das pessoas mais novas do local - e olha que eu tenho 32 anos!

Ele fez cinco sessões esgotadas do seu show "Mallandramente" no Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte. Felizes foram as pessoas que puderam estar presentes em uma das apresentações: eu não entendo como alguém que fala "ié ié", "rá" e "gluglu" há 35 anos consegue ser tão engraçado. Não entendo, e morro de rir. Eu ri até quase ter dor de barriga.



Em um determinado momento da apresentação, o humorista convidou as pessoas do público que tinham interesse em participar da Porta dos Desesperados para subirem ao palco. Naturalmente, corri até o local.

Cada um dos candidatos teve que fazer uma imitação de Sérgio Mallandro para conquistar o público. Não fui escolhido, mas ganhei um grande momento de diversão e um cotovelo ralado na hora em que fui nadar no chão do palco.

O vídeo completo está reproduzido abaixo. Meu momento de maior destaque é em 01:20. Assistam e não sintam vergonha alheia por mim, pois eu não fiquei com vergonha nenhuma na hora de me oferecer como voluntário.



A piada que fiz no palco é uma referência à essa entrevista recente com o Danilo Gentili.

Só mais uma coisa: o título desse post é "Reencontrando Sérgio Mallandro" porque não foi a primeira vez que tive contato direto com ele. Em 2010 tive a oportunidade de fazer uma entrevista para publicar aqui e que você pode rever a seguir.



Rá! Ié ié!


14 outubro 2016

A regra básica para verificar se algo é verdade na internet



Um dia eu ainda quero compreender o que se passa na cabeça de alguém que inventa um boato e espalha pelo mundo. Será que o objetivo é apenas ser um agente do caos ou simplesmente rir das pessoas que acreditam. Só sei que não é de hoje que essas coisas existem (ou você realmente acredita que a Xuxa fez um pacto com o demônio e o Fofão tinha um punhal dentro do seu boneco?), só sei que a internet amplificou o alcance e a velocidade de todo tipo de boatos.

Por muitas vezes atuei (e continuo atuando) como um desmascarador de mensagens falsas entre os membros da minha família e amigos mais próximos, mas não adianta: se antes as bobagens eram espalhadas via e-mail, a diferença é que agora elas chegam via WhatsApp. Tento fazer o papel de mensageiro da verdade, mas é difícil ter sucesso...

Não espalho nada que eu não tenha verificado ou não confie na fonte. Se já espalhei alguma bobagem, pode ter certeza que foi na ignorância e que sinto vergonha por isso. Hoje em dia é muito fácil procurar por informações e verificar se aquilo que vocês está recebendo realmente é uma informação verdadeira. Uma boa pesquisa no Google te leva às respostas em uma velocidade tão rápida quanto repassar algo.

Na minha vivência de internet, eu identifiquei um padrão que enuncio como A REGRA BÁSICA PARA VERIFICAR SE ALGO É VERDADE NA INTERNET. Eu pensei na regra, não pensei no nome, então se você tiver alguma sugestão para nomeá-la eu posso levar em consideração. Ela é simples, fácil de memorizar, e na grande maioria das vezes em que aplico, ela está correta. Na verdade, não me lembro dela estar errada em um passado recente (a não ser nas exceções mencionadas a seguir). Tento disseminá-la, mas às vezes parece que as pessoas não levam a sério. E, embora possa parecer uma piada, ELA É MUITO SÉRIA E VERDADEIRA.

Pois bem, para verificar se algo é verdade na internet, basta observar se o texto tem a palavra REPASSE, COMPARTILHE ou qualquer outra variação desses termos. Se existe um estímulo para que você repasse a mensagem, não precisa nem fazer esforço em acreditar nela. Vai ser sempre mentira.

A base do compartilhamento deve ser a espontaneidade. Se alguém acredita que algo é relevante e deve ser repassado, a pessoa divulga a publicação. Quando é a própria publicação que tenta forçar um incentivo ao compartilhamento, fique atento porque deve ter algo errado.

Há algumas exceções pontuais como publicações onde há pedidos de doação de sangue ou busca por pessoas desaparecidas, por exemplo. Ainda assim, é preciso ficar atento: ontem mesmo recebi uma mensagem à procura de uma garota que já tinha sido encontrada: compartilhamentos infinitos podem resultar em uma pessoa "perdida pra sempre".

E é preciso tomar cuidado: há pessoas mal intencionadas que abusando da boa fé dos usuários, espalham calúnias que podem trazer consequências desastrosas para a vida de uma pessoa, como o caso do rapaz que teve uma foto divulgada onde era acusado de ser estuprador.

Um site que sugiro visitarem é o e-Farsas. Com quase quinze anos de história, o site se propõe a desvendar rumores que surgem na internet. É uma boa fonte de pesquisa caso a publicação não se enquadre na regra mencionada acima, mas ainda assim você questione a veracidade da mensagem.

Então lembre-se: nunca compartilhe nada que tenha "repasse" ou "compartilhe" no texto. É o jeito mais simples de não colaborar com a disseminação de boatos, mentiras e pegadinhas.


27 setembro 2016

Changeman e os subacos livres

Esquadrão Relâmpago Changeman

Quando eu era (muito) criança, em torno de 1988, um dos meus programas de TV favoritos era o Esquadrão Relâmpago Changeman. Além de assistir o seriado, eu tinha o uniforme do ranger vermelho, revistas em quadrinhos, álbuns de figurinhas entre outros badulaques. 

Só que como eu tinha apenas quatro anos, eu não conseguia entender muito bem os nomes dos personagens, principalmente quando eram estrangeiros.

Aí cismei que eles enfrentavam os SUBACOS LIVRES. Sério. De alguma forma, isso fazia sentido na minha inocente mente infantil. Era o que eu ouvia. E insistia nisso, ninguém conseguia me convencer que na verdade eles eram os SOLDADOS HIDLER.

Eu tentei rever a série depois de velho, mas ela não tem mais o mesmo frescor. É melhor ficar com as boas memórias da infância. Ainda assim, até hoje eu acho o nome que dei aos personagens muito mais interessante que o original.

E eu acho que é muito importante compartilhar essa história com o resto do mundo.

Os Subacos Livres

21 setembro 2016

Supermax (ou como o Netflix está mudando a forma da Globo fazer TV)


A Rede Globo acabou de estrear a série Supermax na sua grade de programação. O que nem todo mundo sabe é que desde o fim da semana passada, os primeiros onze episódios da série já estavam disponíveis para os assinantes do Globo Play, o serviço de streaming da emissora. É praticamente o que o Netflix faz com suas séries, com a diferença que o último episódio não foi disponibilizado (e deve ser guardado para que a série se encerre na TV e na internet ao mesmo tempo).

Desde o lançamento dessa plataforma, eu me perguntava se alguém pagaria uma assinatura para ter acesso à programação distribuída gratuitamente em um canal aberto. A resposta veio mais fácil do que eu esperava: assim que descobri que Supermax estava disponível, foram menos de 24 horas até eu me tornar um assinante. Se eu, que quase nunca assisto TV, me interessei, a Globo deve ter ganhado muitos clientes no país. (Uma dica: eu realmente estava disposto a pagar os 15 reais da mensalidade, mas ao abrir o aplicativo na minha TV Samsung, descobri que eu tinha direito a quatro meses gratuitos, graças a uma parceria com a fabricante coreana. Caso tenha uma Smart TV da Samsung, confira se você é elegível à promoção).

Supermax me instigou a curiosidade na última Comicon Experience, quando a Globo fez um painel no evento sobre a série. Confesso que não vi o painel, mas o fato da emissora estar presente em um evento de cultura pop foi o suficiente para que eu procurasse mais informações sobre a produção. Quando descobri que o escritor Raphael Draccon era um dos roteiristas, fiquei ainda mais interessado e aguardei ansiosamente a estreia da série.



Supermax é o nome de um reality show que acontece dentro de uma prisão de segurança máxima. O primeiro episódio tem uma estrutura muito parecida com o início do Big Brother Brasil, com a apresentação das regras e dos participantes, e o Pedro Bial (sim, ele mesmo) como mestre de cerimônias. Esse episódio tem um tom muito diferente dos episódios seguintes, mas creio que isso é necessário para a ambientação do público da Globo. Caso você veja o primeira episódio e ache que está com muita cara de BBB, não desista, a partir do segundo, que começa a traçar melhor as relações entre os participantes, a situação melhora e a qualidade só aumenta.

A série engrena de verdade no terceiro episódio, com várias intrigas e situações inexplicáveis (ao menos até o momento). Estou no sexto (que me deixou embasbacado) e cada episódio tem superado o anterior. Fico pensando e criando teorias para tentar desvendar os mistérios e saber o que realmente está acontecendo.

É muito interessante ver a Globo apresentando temas incomuns à sua programação de forma tão aberta, em alguns casos de forma explícita: pedofilia, satanismo, crimes bárbaros, tortura, esquartejamento, uso de drogas pesadas, (muito) sangue, vômitos, violência e sérias discussões sobre vida, morte e sobrevivência. Supermax é uma série de terror. Tem criaturas e eventos sobrenaturais (ou será que não são?). Em entrevista ao Omelete, Raphael Draccon menciona que "não acredita que eles vão colocar no ar tudo que foi pensado".

Os efeitos especiais nem sempre são naturais, mas são bons o suficiente e superam muito do que é visto na TV. A Globo tem algumas apostas em computação gráfica muito questionáveis como a mesa tática usada nas transmissões esportivas e, mas em Supermax os efeitos cumprem bem seu papel e superam o que normalmente é visto nas produções nacionais. A maquiagem é caprichada e alguns ferimentos chegam a ter enjoo pela sensação de realidade transmitida.


Essa é a primeira grande aposta da Globo na distribuição de conteúdo pela internet e certamente o seu resultado deve influenciar a estratégia da emissora para o futuro. Há mais de uma década eu não acompanhava uma produção de teledramaturgia da emissora e provavelmente há muito gente como eu que só virou os olhos para a Globo agora. Isso é um ótimo sinal. Torço para a longevidade da série (se o seu final der abertura para isso) e para que mais projetos assim ganhem espaço.

O site da série ignora, de certa forma, o fato de que os episódios já estão disponíveis e fala muito sobre o episódio atual. Natural, pois a maioria do público provavelmente está acompanhando Supermax pela TV.

E tem mais uma coisa que parece boba, mas me trouxe uma sensação boa: adorei o fato de estar vendo um série de terror e os atores estarem falando português. Pra quem prefere a interpretação original à dublagem, ver uma trama assim desenvolvida em português foi uma alegria.

A série foi uma surpresa muito positiva, recomendo fortemente que assistam. E se não quiserem esperar uma semana pra ver cada episódio, a mensalidade do Globo Play custa menos que um ingresso de cinema.

Estou muito feliz com o resultado e envolvido com a trama. Terminando esse texto vou ali assistir mais um episódio. Só não sei se consigo esperar pra ver o último em dezembro! (Acho que seria fantástico se a Globo fizesse o lançamento do episódio em uma transmissão na próxima edição da Comicon Experience).

Supermax é transmitido toda terça às 23:30 ou a qualquer momento pelo Globo Play.


08 setembro 2016

Eliminar a tradicional entrada para fones do iPhone não é uma tragédia tão grande quanto parece


Tradicionalmente, as novas versões do iPhone lançadas anualmente não trazem grandes mudanças em relação à versão anterior. São melhorias incrementais que transformam um produto de alta qualidade em um produto melhor ainda.

No entanto, o iPhone 7 trouxe uma mudança que, em um primeiro momento, parece muito radical: a saída para fones de ouvido foi eliminada do aparelho. Para conectar os fones, agora é necessário usar a porta Lightning, a mesma utilizada para carregar o celular. O telefone virá com um adaptador para conexão de fones com o plugue tradicional.

Não é a primeira vez que a Apple elimina de seus produtos algo que era considerado essencial para os usuários. Já foi assim com o floppy disk, com o drive de CD/DVD e com o suporte a Flash, por exemplo. Em todos os casos, acabamos percebendo que não precisávamos disso mesmo e a Apple estava certa.

Como defesa para a decisão da empresa, podemos alegar que quem já usa fones de ouvido e caixas de som com conexão via bluetooth não terá mudança no uso do produto. Outro ponto é que todos os aparelhos virão com o fone de ouvido já no novo formato e que deve ser o único que boa parte dos clientes irá usar durante toda a vida útil do produto. E tem mais um detalhe: a saída lightning permite uma qualidade de áudio melhor que a tradicional P2. Acredito que esses argumentos fazem todo o sentido, e são aplicáveis para a maioria dos consumidores.

Mas há alguns casos críticos. Eu, por exemplo, costumo passar boa parte do dia com o telefone plugado na tomada, carregando, e o fone de ouvido plugado no aparelho. Essa situação será impossível no novo iPhone, pois é necessário optar por usar o fone ou recarregar a bateria. Quem gosta de jogar Pokémon Go na rua com fone de ouvido também vai ter que optar por usar o fone ou recarregar o celular usando seu banco de baterias portátil.

Eu tenho um fone de ouvido com conexão bluetooth, mas não gosto de usá-lo no dia-a-dia. Deixo-o reservado para quando estiver correndo - o uso diário em alta intensidade gera a necessidade de carregá-lo a todo momento e eu não quero ter que me preocupar em carregá-lo todos os dias.

Outro problema é a retrocompatibilidade com fones antigos. Hoje existem fones muito caros e duráveis e quem possui esses fones dificilmente irá trocá-los com frequência. No meu caso, eu uso o meu fone com o smartphone, Xbox, Wii U, Nintendo 3DS, e meu computador. Não faz sentido eu utilizar um padrão que seja incompatível com a maioria dos meus dispositivos. Entendo que o novo iPhone virá com um adaptador, mas convenhamos: é muito chato ter que ficar usando adaptadores.

No entanto, acredito que essas situações acontecem com uma parcela muito pequena dos usuários. O que veremos serão usuários felizes e contentes por terem comprado seus novos iPhones, afinal a Apple é campeã em satisfação do consumidor. Na prática, a maioria do público nem deve sentir a mudança. Nem eu, pois não pretendo trocar o meu smartphone tão cedo. No fundo, é uma mudança corajosa, mas desnecessária. Embora tenha alguns pontos favoráveis e não traga tanto prejuízo, fica difícil dizer que o resultado final foi positivo.

[ATUALIZAÇÃO - 09/09/2016]

Após a publicação desse post no meu perfil no Facebook, surgiram alguns comentários de amigos que considerei muito relevantes para a discussão.

O Valter Coutinho comentou que "faltou só tocar no ponto do ganho financeiro pra empresa em se usar uma conexão proprietária e como a compra da Beats alguns anos atrás já foi pensada pra tornar o produto, fone de ouvido, em algo lucrativo pra empresa. Maior exemplo é o novo fone wireless dela custando 1400 reais no Brasil."

Já o Vital Silva, perguntou se existe um adaptador para que seja possível carregar a bateria e usar o fone de ouvido ao mesmo tempo, e acabou encontrando a notícia de que a Apple vai vender adaptadores para isso. Há um sutileza nisso: a Apple irá VENDER. Ou seja, mais um produto para gerar receita para a empresa. E tem outro agravante: como pode ser visto na figura abaixo, o adaptador fabricado pela Belkin apenas duplica as portas lightning, o que quer dizer que para utilizar um fone tradicional você terá que utilizar outro adaptador.


Pensando nessa situação, imaginei como seria usar o telefone com tantos adaptadores. Acho que ficaria mais ou menos como a figura abaixo:


[ATUALIZAÇÃO - 10/09/2016]

O Valter Félix fez um comentário que depõe contra o argumento de que a saída lightning permite uma qualidade de som melhor. Apesar de não termos informações precisas, vale a pena levar esse comentário em consideração: "Você falou no post que a saída lighting permite uma qualidade maior que a P2. Acho que isso seria verdade se a informação na saída fosse digital (e logo o dac estivesse no fone). Como não é o caso, acredito que a Apple vai simplesmente usar dois pinos no conector para transmitir o sinal analógico de áudio para o fone, ou seja, mesma coisa do conector P2.
Pode ser que tenha uma proteção maior contra ruídos, não sei, mas mesmo assim a variação perceptível de qualidade sonora vai estar no fone."

26 agosto 2016

Promoção imperdível: escolha um livro da FNAC pra ganhar (sem gastar nada) e ainda receba 10 reais na sua conta bancária

Quem me conhece deve estar assustado, achando que eu estou espalhando alguma corrente estranha, com algum golpe ou armadilha. Afinal, sempre fui um desmascarador de farsas na internet. Esse texto que estou compartilhando, no entanto é real, e fui eu que escrevi cada palavra.

O processo pode parecer um pouco complicado, mas se você seguir os passos você terá um livro (de papel!) da FNAC totalmente gratuito e ainda poderá receber 10 reais na sua conta bancária. Tudo isso por causa de uma parceria da Méliuz com a FNAC.

1 - Cadastre-se no Méliuz por esse link: https://www.meliuz.com.br/i/ref_gregorioaf
Importante: os 10 reais que você irá receber só serão válidos caso você nunca tenha se cadastrado no Méliuz, e você só recebe se fizer o cadastro pelo link com o meu convite. Caso você já tenha cadastro no Méliuz, pule para o passo 2 (isso não te impede de ganhar o livro).


Após abrir a janela, clique em "Cadastro Rápido" e preencha seus dados. Mas o que é o Méliuz?
Essa é uma empresa de Belo Horizonte que distribui cupons de desconto em lojas online e devolve parte do dinheiro que você gastou em suas compras. E funciona de verdade, já recebi mais de 450 reais do site nos últimos meses. Cada vez que vou fazer uma compra online, consulto o Méliuz pra saber se terei algum desconto ou benefício, e na maioria das vezes eu tenho.

2 - Após realizar o cadastro no Méliuz, acesse o site da FNAC por esse link: http://promo.meliuz.com.br/presente30
Importante: você só irá ganhar o livro caso você nunca tenha feito uma compra pelo Méliuz.


Clique em "Pegar livro de graça" para ser redirecionado.
A promoção funciona da seguinte maneira: você terá um desconto de 30 reais em toda a livraria da FNAC, exceto no novo livro do Harry Potter. E não há compra mínima, o que quer dizer que se você pegar um livro que custe menos que 30 reais, você não pagará nada por ele. Caso o livro custe mais que isso, você paga o valor excedente.

3 - As letras miúdas: você tem que comprar o livro, pagar por ele, e só depois disso você receberá o dinheiro de volta. E para receber o dinheiro de volta, pode demorar alguns dias. Mas você recebe, como eu disse anteriormente, já recebi algumas centenas de reais. E tem mais um detalhe: você tem que pagar o frete, ou optar por retirar o livro presencialmente em uma loja FNAC. Para o frete, não há estorno do valor.

Resumindo: você paga 30 reais por um livro, recebe o livro em casa ou busca na loja, e depois disso 40 reais (30+10) são depositados na sua conta bancária.

Último detalhe: essa promoção vale só até o dia 31/08/2016

10 agosto 2016

Os erros e acertos de Esquadrão Suicida


Uma das coisas mais legais dos filmes de super heróis pra mim é o envolvimento que tenho antes, durante e depois das exibições nos cinemas. Acompanho a pré-produção, trailers, fico seis horas na fila pra ver um vídeo de 6 minutos na CCXP e depois de vê-los no cinema me perco em discussões e análises por meses. 

Esquadrão Suicida foi um dos filmes que me acompanhou nos últimos meses e minha expectativa era muito alta - até que na pré-estreia o filme que vi não era exatamente o que eu esperava.


Os acertos

Arlequina: a personagem roubou a cena desde os primeiros trailers e no filme não é diferente. Seu visual já é um ícone da cultura pop e a atuação de Margot Robbie é perfeita, no tom certo quando precisa ser séria, louca ou sensual. O carisma de Arlequina deve render um filme solo em breve.

Pistoleiro: Will Smith é um ator espetacular e trouxe profundidade para o personagem. É um dos membros com a história mais interessante dentro do filme.

Amanda Waller: a personagem que representa o governo, interpretada por Viola Davis é convicente. Você consegue sentir que desobedecer qualquer ordem dela é uma má ideia. Além disso, é um exemplo de representatividade: Waller é mulher e negra. E forte.

O visual: cada personagem tem sua identidade visual. Mesmo desconhecidos pelo grande público, ao longo da campanha de marketing conseguiram se tornar conhecidos e amados. Venderam muitas camisetas e miniaturas.

Trilha sonora: com canções atuais, muitas feitas especialmente para o filme, a trilha sonora se encaixa muito bem na trama (cada membro do esquadrão tem sua música) e rendeu um álbum que pode ficar tocando em loop nos seus fones de ouvido por meses. Tem artistas como Skrillex, Imagine Dragons, Twenty One Pilots e Panic! At The Disco.


Os erros

Coringa: não convence, não mete medo e seu papel na história não tem grande importância. Jared Leto conseguiu imprimir sua marca no papel, mas tornou o Coringa um personagem muito diferente do que estávamos acostumados a ver. Acredito que é a única falha grave do filme.

O vilão: o ser mágico que é a grande ameaça do filme não parece ser um oponente ideal para a grande maioria dos membros do esquadrão. Não faz muito sentido chamar vilões como Arlequina, Capitão Bumerangue e Amarra para enfrentar poderes mágicos.

Os cortes e a mudança de tom: os trailers mostraram muitas cenas que não estiveram presentes no filme dos cinemas. A impressão que se tem é que tentaram dar uma amenizada no tom, para que ficasse menos sombrio e mais engraçadinho.

O veredito

Não é um filme ruim como boa parte da crítica tem dito, mas também não é memorável como muitos dos filmes de quadrinhos que tem sido lançados. É um filme nota 7: é acima da média, mas tinha potencial pra muito mais.

Pra efeito de comparação com os outros filmes de heróis lançados em 2016: Esquadrão Suicida é inferior a Batman vs Superman e Guerra Civil, mas supera Deadpool e X-Men e Apocalipse. Vale o ingresso e merece ser visto no cinema.

27 junho 2016

Subcelebridades precisam entender que o "sucesso" não dá carta branca para tratarem mal as pessoas

Conhece o MC Menor da VG? Eu não conhecia até o último dia 17, até ter o desprazer de vê-lo no aeroporto uns dias atrás.



Fiquei surpreso ao ver que ele tem mais de 550 mil seguidores no Facebook. É mais que ótimos artistas como Pato Fu, Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Cachorro Grande e Nenhum de Nós, por exemplo. Não acho que isso seja um problema, cito esse dado só pra dar uma noção do alcance o rapper tem. A Internet joga na nossa cara o fato de que existe público pra tudo e que existe muita gente que pode ser extremamente famosa em um certo nicho e um grande desconhecido para o resto da população.

A situação que me deixou negativamente impressionado e me fez perder um pouquinho de fé nos rumos da humanidade aconteceu no aeroporto de Guarulhos, no terminal da Azul, enquanto esperava meu voo para Belo Horizonte.

Na fila do Bob's (fila bem grande, esse detalhe é importante) um grupo de pessoas fazendo muito barulho simplesmente ignorou que a fila existia e foi direto ao caixa, na frente de todos que esperavam. A balconista os atendeu e o grupo ignorou as reclamações das pessoas que estavam na fila, como se deve ficar para vivermos bem em sociedade. Como se não bastasse terem furado a fila, enquanto comiam, riam e debochavam de quem estava à sua volta.

Pra mim era só um bando de moleques idiotas fazendo baderna, mas antes de irem embora voltaram ao balcão com uma pilha de CDs que foram distribuídos enquanto diziam a frase "Escuta nóis aí". Uma bela cena que presenciei foi quando colocaram um CD sobre a mesa de uma mulher que tinha reclamado dos fura-filas e ela apenas estendeu o braço até o lixo, onde o disco foi depositado.

Ao irmos embora do Bob's perguntando no balcão quem eram as pessoas, descobrimos se tratar do MC Menor da VG e sua equipe.

Pra piorar, estavam no mesmo voo que eu (voo 2416 de GRU-CNF). Não podia esperar ver nada diferente de muito barulho e falta de educação e foi justamente isso que aconteceu. Reclamaram bastante do avião, fizeram pessoas incomodadas mudarem de lugar, até que chegamos ao destino final.

Nunca ouvi nada que ele canta, nem tenho vontade. Não quero prestigiar o trabalho de alguém que se sente no direito de desprezar o próximo. Fico é triste com os ídolos que as pessoas tem. Alguém com um alcance de público tão grande poderia usar essa popularidade para disseminar coisas boas, ou no mínimo tratar o próximo com respeito.



05 maio 2016

O triste fim da Livraria Leitura da Savassi

A Livraria Leitura da Savassi, em Belo Horizonte, vai fechar as portas. Há 25 anos em um ponto tradicional, a livraria não resistiu às mudanças do mercado. Fico triste com a situação: tenho ótimas memórias dessa livraria. No entanto, apenas memórias não pagam as contas.

Foto: Cristiano Machado / Hoje em Dia
De acordo com uma reportagem de Tatiana Morais, no Jornal Hoje em Dia, a livraria situada na Avenida Cristóvão Colombo está fechando por um decisão estratégia. A proximidade de outra unidade da rede no Pátio Savassi, aliada ao cenário econômico brasileiro e a diversos outros fatores culminaram em uma queda bastante significativa nas vendas do local.

Sabendo da queima de estoque, corri à Leitura para tentar encontrar algo interessante - e barato. Todos os livros fora da seção de quadrinhos (falo dela daqui a pouco) estavam com 30% de desconto. Acontece que hoje em dia, 30% não é mais o suficiente: as livrarias online possuem preços muito mais competitivos, especialmente a Amazon.com.br. Todos os livros que me interessaram, mesmo com desconto, estavam custando mais do que eu pagaria comprando na multinacional americana.

Fiquei pensando o quanto as lojas virtuais tem sido cruéis com o comércio tradicional. Toda vez que vou à um shopping, costumo passear nas livrarias. Só que elas são pra mim um enorme showroom: passo um bom tempo nelas e na maioria das vezes não compro nada. Na hora de comprar, procuro a loja online que tem o preço mais barato e mando entregar em casa ou compro a versão digital. A Amazon tem uma estratégia muito agressiva: seus livros costumam ter em média 40% de desconto sobre o preço de capa, em alguns momentos chega a descontos ainda maiores. É ótimo para o cliente a curto prazo, mas pode ser muito prejudicial para os concorrentes no futuro.

Conversando com os vendedores da loja, tive notícia que a unidade da Leitura que está fechando teve uma queda de 40% nas vendas (não sei em qual período). Só que o setor de quadrinhos teve um aumento de 60% nos últimos tempos. O estoque desse setor deve ser migrado para a loja do Pátio, mas ocupando um espaço muito menor do que tinha na Savassi. 

Foto: Flávio Tavares / Hoje em Dia

A Leitura se intitula a maior loja de quadrinhos do estado. Não conheço outra maior, então deve ser verdade. A parte de quadrinhos fica em um lugar meio escondido, chamado carinhosamente de "calabouço", e que me recebeu por muitos anos.

Me lembro de quando era criança e nela tive meu primeiro contato com o RPG. Na época não existia internet para o grande público no Brasil (1993, 1994) e a Leitura era um dos meus lugares favoritos quando vinha à Belo Horizonte. Além dos livros de RPG, era o único lugar em que eu conseguia comprar livros de Calvin e Haroldo, cartas de Magic The Gathering e foi onde tive contato pela primeira vez com os livros da série O Senhor dos Anéis

Esse vínculo com a loja foi se perdendo com o tempo: ainda costumo visitá-la pois gosto do ambiente, mas comprar algo lá é bem menos frequente. O motivo principal é o preço - quase nunca competitivo. Na minha última visita saí com os álbuns Graphic MSP Papa-Capim e Ms. Marvel. O preço era o de capa, mas fiz questão de fazer minha (talvez) última compra na loja que tanto frequentei.

O estabelecimento deve fechar no dia 28 de maio (mas essa data pode ser alterada). Quando estiver mais próximo do fechamento, os descontos devem aumentar para 50% - aí sim o preço pode ficar realmente interessante.

Fico muito triste com o fechamento, mas entendo: são negócios, e negócios devem dar lucro. Eu, que fui um cliente fiel por muitos anos, já não comprava tanto na loja e provavelmente a situação deve ter se repetido com muitos outros clientes. O mercado mudou e as coisas não são mais como antes. Infelizmente e felizmente.


22 abril 2016

"Depois eu volto!" - e nunca mais apareceu


Uma das mentiras brancas (aquelas aparentemente inofensivas) que mais vemos por aí é aquela clássica "Depois eu volto!", dita para vendedores de uma loja que a pessoa nunca mais vai voltar.

Particularmente, não gosto de mentir para os vendedores. Prefiro simplesmente me despedir e não prometer um retorno. Não preciso prolongar o papo, afinal, não devo satisfação a eles.

E naturalmente, ninguém ganha nada com isso. Quem disse a frase sai com a falsa sensação de que não magoou o vendedor. Já o vendedor, fica com a falsa sensação de que tem uma venda em potencial a ser concretizada.

Já sofri com isso e foi muito frustrante. Eu era uma criança de não sei quantos anos, as crianças da família montaram uma banquinha na garagem da casa de meus avós para vender abacates cultivados no quintal de casa. Passamos boa parte do dia tentando concretizar alguma venda, até que uma pessoa disse "Daqui a pouco eu volto e compro!" 

Não vendemos nada durante todo o período, mas hesitávamos em fechar a nossa banquinha aguardando o cliente - que nunca voltou. Inocência de criança.

Será que aquele vendedor da loja em que você passou hoje mais cedo ainda está te esperando? Ou será que ele não acredita mais nas pessoas?

P.S.: Eu sei que ninguém perde a fé na humanidade por causa de uma mentira branca! Eu só quis terminar com uma frase de efeito!

20 março 2016

Herói - a história da revista que inspirou uma geração (a minha)



De 1995 a 2002 fui um leitor assíduo da revista Herói. A revista foi um fenômeno na época em que os Cavaleiros do Zodíaco faziam sucesso na TV e chegou a vender 12 milhões de exemplares no período de um ano.

Ainda hoje, a Herói sobrevive na forma de site (heroi.com.br), mas sem o mesmo impacto dos tempos da edição impressa. Vinte anos atrás, quando a internet ainda engatinhava, a Herói era a principal fonte de informação sobre cultura pop que tínhamos acesso. Hoje temos inúmeros sites e as bancas de revista não tem mais a mesma relevância.



Contar a história da revista Herói é contar um pouco da minha história também. Boa parte dos quadrinhos, livros, filmes, seriados e jogos que consumi no período em que a revista existiu, de uma forma ou outra acabavam aparecendo na publicação. Por esse motivo, fiquei super empolgado quando vi a campanha de crowdfunding que fizeram para a produção de um livro sobre a história da Herói.

Colaborei com a campanha na hora e fui entrevistado para o livro. A página da minha entrevista está reproduzida abaixo:


Quem acompanhou a revista vai adorar ler os detalhes da produção, os depoimentos da redação e fatos que como leitores nunca ficaríamos sabendo. Visualmente, o livro não ficou legal quanto a revista, deu a impressão de que a pressa para a produção prejudicou um pouco um trabalho. Pela qualidade do conteúdo, no entanto, dá pra relevar esse detalhe. Ler o livro da Herói só traz boas lembranças. É um material que certamente irei revisitar de tempos em tempos, como se tivesse pegando um álbum de fotografias para relembrar momentos importantes da vida.

O livro da Herói está à venda no site da Popster por 35 reais.

12 março 2016

Não vamos ser corruptos. Não vamos comprar ingressos de cambistas. Não vamos nos tornar cambistas.


Na última semana procurei por ingressos para o show do Maroon 5 em Belo Horizonte e não encontrei nenhuma pessoa honesta vendendo. Pra muita gente parece normal cobrar um pouco mais que o preço de venda para repassar um ingresso de um evento que desistiu de ir, mas não é. Além de ser crime contra a economia popular é uma bruta sacanagem com quem não conseguiu comprar os ingressos com antecedência.

Não compro ingressos de cambistas de forma alguma. Nem se estiver mais barato que na bilheteria. E uma pessoa que está vendendo um único ingresso, se estiver tendo lucro, pra mim também é cambista.

É muito incoerente o fato de que, em um país que cada vez mais se discute sobre a ética e corrupção na esfera pública, as pessoas tratem com naturalidade comprarem de cambistas e se tornarem um deles.

Há pouco menos de dois anos, publiquei um texto no Move That Jukebox sobre o assunto, e acho que seu assunto ainda hoje é muito atual. Confira a reprodução abaixo:

Compro e vendo ingresso. Compro e vendo ingresso.
(publicado originalmente em 08/08/2014, no Move That Jukebox)

Imagine essa situação: aquela banda da qual você tanto gosta, mas que nunca veio ao Brasil, finalmente confirma um show na sua cidade, mas os ingressos se esgotam quase que instantaneamente – e você fica sem o seu. A primeira sensação é de tristeza, pois a banda realmente mora no seu coração e vê-la ao vivo seria a realização de um sonho antigo.

No dia do show você vai até a porta do local e encontra inúmeros cambistas vendendo o ingresso por um valor equivalente ao dobro do preço da bilheteria. Você vai realizar o seu sonho e comprar o desejado ingresso da mão de um cambista, pelo dobro do preço pelo qual você pagaria se eles não tivessem se esgotado?


Agora vamos pensar em uma variação da situação anterior: agora os ingressos não se esgotaram, e você facilmente conseguirá comprá-los na bilheteria no dia do evento.

Só que ao chegar ao local do show, você se vê circundado por cambistas vendendo as entradas pela metade do preço da bilheteria. Como os ingressos não se esgotaram dessa vez, eles querem se livrar deles para o prejuízo ser menor. E aí, você compra o ingresso com desconto dos cambistas ou paga o preço total na bilheteria?

Por mais que pareçam situações quase que inversas, a minha postura em ambos os casos seria a mesma: não comprar do cambista, mesmo que isso signifique que eu não veja minha banda favorita, ou que economize menos dinheiro do que poderia. E isso não é falta de amor próprio. Comprando de um cambista, eu estaria sendo conivente com uma prática ilegal que prejudica muita gente ao troco do lucro de meia dúzia de pessoas.


Pense na situação dos ingressos esgotados: cambistas compram boa parte dos ingressos disponíveis, impedindo várias pessoas de adquirirem os seus legalmente. Para cada ingresso na mão de um cambista existe uma pessoa que queria fazer a coisa certa e foi impedida. Ao comprar de um cambista, essas mesmas pessoas acabam pagando um valor acima do preço do ingresso para o lucro dos (em parte) responsáveis pelo esgotamento dos ingressos. É meio contraditório você deliberadamente dar dinheiro para alguém que intencionalmente te prejudicou.

Já a situação do cambista tendo que vender seus ingressos com prejuízo, em um primeiro momento pode até parecer interessante, só que ao comprar um ingresso nessa situação, você fará com que o cambista perca um pouco menos de dinheiro do que perderia, quando o ideal era que ele perdesse tudo – afinal ele agiu com a intenção de tirar vantagem sobre os outros. De certa forma, é um incentivo para que ele continue com essa prática. E não se esqueça, isso também é ilegal. E veja só: se ninguém comprar ingressos de cambistas, eles não terão para quem vendê-los. Sem mercado, eles provavelmente deixariam de existir.

Parece meio utópico pensar em um mundo em que não haja cambistas – eles estão presentes em todo tipo de evento, em todo tipo de país. O que procuro é fazer a minha parte, e convencer as pessoas a fazer o que eu considero correto. E se você chegou ao final desse texto decidido a nunca mais comprar um ingresso de cambista, o meu objetivo terá sido alcançado.


06 março 2016

Segundo mandato de Dilma quadriplicou as intenções dos brasileiros de morar nos Estados Unidos

Uma das notícias mais curiosas do mundo de jornalismo de dados (ou data jornalism) da última semana foi de que as buscas por "como se mudar para o Canadá" aumentaram cerca de 350% nos EUA após a vitória de Donald Trump em prévias da eleição americana. Os dados foram obtidos utilizando-se o Google Trends, uma ferramenta do Google que mostra as tendências de pesquisas realizadas no site de busca da empresa.

Não é novidade que vivemos uma situação politicamente turbulenta no país. Resolvi utilizar a mesma ferramenta para identificar tendências da população brasileira. O gráfico abaixo mostra o resultado do histórico de buscas por "morar nos estados unidos" realizadas em território brasileiro desde janeiro de 2011, início do primeiro mandato de Dilma como presidente do Brasil.


O resultado surpreende. Claramente, vê-se um degrau no gráfico. De janeiro de 2011 para janeiro de 2015, início do segundo mandato, as buscas mais que triplicaram. Ao longo de 2015 a intenção de morar nos Estados Unidos caiu um pouco ao longo do ano, mas manteve-se num patamar equivalente ao dobro do que se viu no quatro anos anteriores.

O início de 2016 apresentou novo pico, dessa vem em um valor 4 vezes maior que o mesmo período em 2012.

A maior parte das buscas é originária do estado de Santa Catarina. Na segunda posição vem São Paulo, seguidos de perto por Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. O Rio foi o único desses estados em que Dilma teve maioria dos votos na última eleição.



É importante ressaltar que há um fator não considerado nessa análise: de que o número de pessoas com acesso à internet certamente aumentou nos últimos cinco anos. Esse aumento acarretaria uma ligeira diferença entre os resultados obtidos. Entretanto, por mais que ele tenha aumentado, provavelmente o número não quadriplicou. E vale notar que a correlação realizada entre o interesse dos brasileiros de morar nos EUA e o segundo mandato de Dilma é baseada em dados que não necessariamente tem relação entre si: pode ser apenas uma coincidência.

Quem quiser analisar os dados de forma mais aprofundada e fazer suas próprias correlações pode acessar o Google Trends por esse link.


28 fevereiro 2016

Você consegue me dizer qual é a cor dessa jaqueta?

No começo do ano passado, uma das fotos que mais circulou na internet mostrava um vestido. Algumas pessoas achavam que ele era azul e preto, outras só conseguiam enxergar branco e dourado. Reproduzo a foto do vestido a seguir.


Agora chegou a vez de nos perguntarmos de que cor é uma jaqueta, cuja foto viralizou nas últimas horas. Recebi pelo WhatsApp e não consegui identificar a fonte original (se você souber, me avise que eu incluo aqui). Pra mim ela é preta e marrom, mas já vi muita gente dizendo que é azul e branca.


Não sei se a Adidas está por trás disso. Se estiver, vai virar um case tremendo de marketing viral.


gregoriofonseca.com.br - Agora em novo endereço!

Quando criei esse blog no blogspot, batizei-o como bloGregório. Eu gostava muito do nome,até que resolvi trocá-lo para gregoriosidades em algum momento que não me lembro quando foi. Esse segundo nome era pra mim, muito mais interessante, mas ele sofria de um sério problema: era muito difícil de ser pronunciado.

Gregosidades era o termo mais falado, mas também ouvi muito gregoriodades, gregoriorosidades e só às vezes eu ouvia gregoriosidades, que era o neologismo que tinha escolhido. E tenho certeza que ao ler a frase anterior, provavelmente você deve ter achado que algum dos termos foi escrito mais de uma vez nela - e não foi.

Outra coisa que tinha vontade era de ter um domínio próprio .com.br, pois muita gente questiona a credibilidade de conteúdo publicado em endereços do Blogspot (bizzarro é não quesitonarem textos espalhados via WhatsApp sem fonte nenhuma).

Fiquei algumas semanas pensando em potenciais nomes para rebatizar o meu blog e acabei concluindo que o melhor seria colocar o meu próprio nome.

Então a partir de agora, para ler meus textos, é só entrar no

gregoriofonseca.com.br

Espero que continuem por aqui! E se quiserem acompanhar cada nova postagem no momento em que forem publicadas, assinem o blog pelo Feedly, me sigam no Twitter ou no Facebook.


21 fevereiro 2016

Star Wars no mundo de Calvin e Haroldo

Um dos perfis mais divertidos que descobri nas últimas semanas no Instagram foi do artista Brian Kesinger. Ele trabalha para a Disney Animation Studios e para a Marvel Comics e tem diversos livros com ilustrações de temática steampunk.


O que me chamou a atenção, no entanto, foram as ilustrações que ele publicou nos últimos dias mesclando cenas clássicas de Calvin e Haroldo (ou Calvin and Hobbes) com personagens de Star Wars. Pra quem gosta dos dois universos, é diversão garantida seguir esse perfil.



Reproduzo aqui algumas das minhas imagens favoritas. No Instagram tem muito mais. Também vale a pena visitar o portofolio no DevianArt de Kesinger.





Instagram: https://www.instagram.com/briankesinger/
DeviantArt: http://briankesinger.deviantart.com


17 fevereiro 2016

Qual serviço é mais barato: Táxi ou Uber?


O cálculo das tarifas de táxi e dos veículos da Uber tem duas variáveis em comum: a distância percorrida e o tempo do trajeto. No entanto, muitas vezes não conseguimos calcular qual dos dois serviços é mais barato, pois outras variáveis estão em jogo.

O táxi tem tarifas diferentes de acordo com o horário, o que é conhecido como Bandeira 1 e Bandeira 2. Há custos para levar bagagens no porta-malas e existe uma taxa de retorno quando o destino é outro município.

Já a Uber utiliza um sistema de atualização dinâmica de preços que funciona em função da oferta e demanda. Basicamente, o preço aumenta quando a oferta de táxis é menor e/ou quando a procura é maior, e isso é aplicado na forma de um fator multiplicar sobre o preço da corrida.

Para calcular um caso prático em Belo Horizonte, fiz umas simulações de preços de táxi e Uber com o trajeto da minha casa até a universidade pra ter uma ideia (não, eu não irei de táxi nem Uber para a aula). Usei o http://www.tarifadetaxi.com/belo-horizonte para preços de táxi e o próprio aplicativo da Uber para preços dela.

Táxi Bandeira 1 - R$38,22
Táxi Bandeira 2 - R$44,64

UberX - R$27,00

e com multiplicadores
UberX * 1,4 - R$37,80
UberX * 1,6 - R$43,20

UberBlack - R$40,00

e com multiplicador
UberBlack * 1,1 - R$44,00

Ou seja: o preço depende do horário, do trânsito no momento e da oferta de veículos. Em alguns casos o táxi será mais barato e em outros a Uber.

O UberX em horário de bandeira 1 ainda sai mais barato que o táxi se o multiplicador for 1,4. Se for em horário de bandeira 2, o multiplicador 1,6 ainda vale a pena. Já o UberBlack sai mais caro que o táxi em bandeira 1 e tem o preço muito próximo da bandeira 2.

Acho que os dois serviços tem suas vantagens e desvantagens e que há espaço pra todo mundo. Os aplicativos de táxi melhoraram demais o serviço dos taxistas, pelo fato de termos rastreabilidade de quem nos atendeu. No fim das contas, a concorrência acaba sendo melhor para o consumidor, e minha escolha acaba sendo em função do preço.

E caso você nunca tenha se cadastrado na Uber, se você fizer por esse link (https://www.uber.com/invite/uberdogregorio), você ganhará um bônus de 20 reais (e eu também). Outra forma é baixar o aplicativo pela App Store ou Google Play e inserir o código uberdogregorio que também funciona!