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14 fevereiro 2016

Deadpool entrega o que promete (nada mais, nada menos)

Deadpool sempre foi um personagem desconhecido do grande público, mas muito amado dos fãs dos quadrinhos. A primeira chance que ele teve de se tornar mainstream aconteceu no primeiro filme solo do Wolverine e foi um total fiasco. Alguns anos depois, a Fox finalmente percebeu suas mancadas e permitiu que Deadpool ganhasse um filme como os fãs esperavam.

Sim, é exatamente como os fãs esperavam.

Não há o que se reclamar em relação à fidelidade ao material original. Está tudo lá: o uniforme vermelho, a violência gratuita e exagerada, as piadas em sequência, a quebra da quarta parede (Deadpool conversa com os espectadores). Ele nunca foi um herói convencional e o filme segue a mesma linha.


Pelo fato de tudo estar tão dentro do esperado, o filme não me surpreendeu. Isso não é necessariamente um problema, mas fiquei aguardando algo que me trouxesse a sensação de novidade. No fim das contas, acho que os trailers entregaram demais o plot do filme.

Nem por isso podemos falar que o filme é ruim, muito pelo contrário: é um ótimo filme de super-heróis e certamente um dos mais fiéis já produzidos. O problema é só de dimensionamento de expectativas: se eu tivesse chegado no cinema sem informação nenhuma talvez eu tivesse achado mais interessante.

De qualquer forma, recomendo que assistam. São quase duas horas de ação exagerada, muitas piadas boas (e muitas ruins também) e inúmeras referências aos quadrinhos, outros filmes e a própria carreira do ator Ryan Reynolds. Vale destacar a facilidade com que o filme faz piada com o universo dos super-heróis como gênero cinematográfico: Lanterna Verde é a maior vítima, mas também sobram gozações para os X-Men e boa parte dos universos Marvel e DC.

Por fim, achei interessante notar a quantidade de adolescentes no cinema. O filme no Brasil tem censura 16 anos por causa de seu alto teor de violência e sexo. Nos EUA ele tem censura 18 anos e na China ele foi proibido. Creio que se eu tivesse metade da minha idade certamente eu iria ao cinema: eu comecei a ler as histórias do Deadpool aos 13 anos, na extinta revista Marvel 99 e a última revista dele que comprei foi aos meus 19 anos. Naquela época eu achava o máximo, então entendo o que os jovens estão pensando. Hoje, no entanto, são outros tipos de quadrinhos que me agradam mais.


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