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06 março 2016

Segundo mandato de Dilma quadriplicou as intenções dos brasileiros de morar nos Estados Unidos

Uma das notícias mais curiosas do mundo de jornalismo de dados (ou data jornalism) da última semana foi de que as buscas por "como se mudar para o Canadá" aumentaram cerca de 350% nos EUA após a vitória de Donald Trump em prévias da eleição americana. Os dados foram obtidos utilizando-se o Google Trends, uma ferramenta do Google que mostra as tendências de pesquisas realizadas no site de busca da empresa.

Não é novidade que vivemos uma situação politicamente turbulenta no país. Resolvi utilizar a mesma ferramenta para identificar tendências da população brasileira. O gráfico abaixo mostra o resultado do histórico de buscas por "morar nos estados unidos" realizadas em território brasileiro desde janeiro de 2011, início do primeiro mandato de Dilma como presidente do Brasil.


O resultado surpreende. Claramente, vê-se um degrau no gráfico. De janeiro de 2011 para janeiro de 2015, início do segundo mandato, as buscas mais que triplicaram. Ao longo de 2015 a intenção de morar nos Estados Unidos caiu um pouco ao longo do ano, mas manteve-se num patamar equivalente ao dobro do que se viu no quatro anos anteriores.

O início de 2016 apresentou novo pico, dessa vem em um valor 4 vezes maior que o mesmo período em 2012.

A maior parte das buscas é originária do estado de Santa Catarina. Na segunda posição vem São Paulo, seguidos de perto por Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. O Rio foi o único desses estados em que Dilma teve maioria dos votos na última eleição.



É importante ressaltar que há um fator não considerado nessa análise: de que o número de pessoas com acesso à internet certamente aumentou nos últimos cinco anos. Esse aumento acarretaria uma ligeira diferença entre os resultados obtidos. Entretanto, por mais que ele tenha aumentado, provavelmente o número não quadriplicou. E vale notar que a correlação realizada entre o interesse dos brasileiros de morar nos EUA e o segundo mandato de Dilma é baseada em dados que não necessariamente tem relação entre si: pode ser apenas uma coincidência.

Quem quiser analisar os dados de forma mais aprofundada e fazer suas próprias correlações pode acessar o Google Trends por esse link.


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