Pular para o conteúdo principal

"Depois eu volto!" - e nunca mais apareceu


Uma das mentiras brancas (aquelas aparentemente inofensivas) que mais vemos por aí é aquela clássica "Depois eu volto!", dita para vendedores de uma loja que a pessoa nunca mais vai voltar.

Particularmente, não gosto de mentir para os vendedores. Prefiro simplesmente me despedir e não prometer um retorno. Não preciso prolongar o papo, afinal, não devo satisfação a eles.

E naturalmente, ninguém ganha nada com isso. Quem disse a frase sai com a falsa sensação de que não magoou o vendedor. Já o vendedor, fica com a falsa sensação de que tem uma venda em potencial a ser concretizada.

Já sofri com isso e foi muito frustrante. Eu era uma criança de não sei quantos anos, as crianças da família montaram uma banquinha na garagem da casa de meus avós para vender abacates cultivados no quintal de casa. Passamos boa parte do dia tentando concretizar alguma venda, até que uma pessoa disse "Daqui a pouco eu volto e compro!" 

Não vendemos nada durante todo o período, mas hesitávamos em fechar a nossa banquinha aguardando o cliente - que nunca voltou. Inocência de criança.

Será que aquele vendedor da loja em que você passou hoje mais cedo ainda está te esperando? Ou será que ele não acredita mais nas pessoas?

P.S.: Eu sei que ninguém perde a fé na humanidade por causa de uma mentira branca! Eu só quis terminar com uma frase de efeito!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas …

A regra básica para verificar se algo é verdade na internet

Um dia eu ainda quero compreender o que se passa na cabeça de alguém que inventa um boato e espalha pelo mundo. Será que o objetivo é apenas ser um agente do caos ou simplesmente rir das pessoas que acreditam. Só sei que não é de hoje que essas coisas existem (ou você realmente acredita que a Xuxa fez um pacto com o demônio e o Fofão tinha um punhal dentro do seu boneco?), só sei que a internet amplificou o alcance e a velocidade de todo tipo de boatos.

Por muitas vezes atuei (e continuo atuando) como um desmascarador de mensagens falsas entre os membros da minha família e amigos mais próximos, mas não adianta: se antes as bobagens eram espalhadas via e-mail, a diferença é que agora elas chegam via WhatsApp. Tento fazer o papel de mensageiro da verdade, mas é difícil ter sucesso...

Não espalho nada que eu não tenha verificado ou não confie na fonte. Se já espalhei alguma bobagem, pode ter certeza que foi na ignorância e que sinto vergonha por isso. Hoje em dia é muito fácil procurar …