boo-box

14 outubro 2016

A regra básica para verificar se algo é verdade na internet



Um dia eu ainda quero compreender o que se passa na cabeça de alguém que inventa um boato e espalha pelo mundo. Será que o objetivo é apenas ser um agente do caos ou simplesmente rir das pessoas que acreditam. Só sei que não é de hoje que essas coisas existem (ou você realmente acredita que a Xuxa fez um pacto com o demônio e o Fofão tinha um punhal dentro do seu boneco?), só sei que a internet amplificou o alcance e a velocidade de todo tipo de boatos.

Por muitas vezes atuei (e continuo atuando) como um desmascarador de mensagens falsas entre os membros da minha família e amigos mais próximos, mas não adianta: se antes as bobagens eram espalhadas via e-mail, a diferença é que agora elas chegam via WhatsApp. Tento fazer o papel de mensageiro da verdade, mas é difícil ter sucesso...

Não espalho nada que eu não tenha verificado ou não confie na fonte. Se já espalhei alguma bobagem, pode ter certeza que foi na ignorância e que sinto vergonha por isso. Hoje em dia é muito fácil procurar por informações e verificar se aquilo que vocês está recebendo realmente é uma informação verdadeira. Uma boa pesquisa no Google te leva às respostas em uma velocidade tão rápida quanto repassar algo.

Na minha vivência de internet, eu identifiquei um padrão que enuncio como A REGRA BÁSICA PARA VERIFICAR SE ALGO É VERDADE NA INTERNET. Eu pensei na regra, não pensei no nome, então se você tiver alguma sugestão para nomeá-la eu posso levar em consideração. Ela é simples, fácil de memorizar, e na grande maioria das vezes em que aplico, ela está correta. Na verdade, não me lembro dela estar errada em um passado recente (a não ser nas exceções mencionadas a seguir). Tento disseminá-la, mas às vezes parece que as pessoas não levam a sério. E, embora possa parecer uma piada, ELA É MUITO SÉRIA E VERDADEIRA.

Pois bem, para verificar se algo é verdade na internet, basta observar se o texto tem a palavra REPASSE, COMPARTILHE ou qualquer outra variação desses termos. Se existe um estímulo para que você repasse a mensagem, não precisa nem fazer esforço em acreditar nela. Vai ser sempre mentira.

A base do compartilhamento deve ser a espontaneidade. Se alguém acredita que algo é relevante e deve ser repassado, a pessoa divulga a publicação. Quando é a própria publicação que tenta forçar um incentivo ao compartilhamento, fique atento porque deve ter algo errado.

Há algumas exceções pontuais como publicações onde há pedidos de doação de sangue ou busca por pessoas desaparecidas, por exemplo. Ainda assim, é preciso ficar atento: ontem mesmo recebi uma mensagem à procura de uma garota que já tinha sido encontrada: compartilhamentos infinitos podem resultar em uma pessoa "perdida pra sempre".

E é preciso tomar cuidado: há pessoas mal intencionadas que abusando da boa fé dos usuários, espalham calúnias que podem trazer consequências desastrosas para a vida de uma pessoa, como o caso do rapaz que teve uma foto divulgada onde era acusado de ser estuprador.

Um site que sugiro visitarem é o e-Farsas. Com quase quinze anos de história, o site se propõe a desvendar rumores que surgem na internet. É uma boa fonte de pesquisa caso a publicação não se enquadre na regra mencionada acima, mas ainda assim você questione a veracidade da mensagem.

Então lembre-se: nunca compartilhe nada que tenha "repasse" ou "compartilhe" no texto. É o jeito mais simples de não colaborar com a disseminação de boatos, mentiras e pegadinhas.


5 comentários:

  1. O pessoal não aprende!

    ResponderExcluir
  2. Anônimo11:56 AM

    Me prova que nao tinha punhal dentro do fofão!!

    ResponderExcluir
  3. Essa regra que você criou é muito boa, repassem galera!

    ResponderExcluir