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25 outubro 2016

Precisamos de menos "Black Mirror" e mais "Tomorrowland" na vida.

Na última sexta-feira, estreou a terceira temporada de "Black Mirror" na Netflix, com seis episódios. É uma das atuais queridinhas do público (e minha também). "Tomorrowland" ainda não está disponível na Netflix, mas pode ser visto no Google Play, iTunes e outros serviços de locação. Só não é um queridinho do público porque o público ainda não conhece (na minha humilde opinião).


"Black Mirror" é uma série de contos de ficção científica que leva ao extremo negativo aspectos da tecnologia do nosso dia a dia. Trata da forma como nos relacionamos com nossos dispositivos eletrônicos (existentes ou não) e como isso transforma nossa convivência com os outros seres humanos. No entanto, a visão sempre tem um viés pessimista e as coisas costumam acabar mal. É feito pra chocar. Cada episódio tem uma história fechada e independente (nenhum personagem se repete, inclusive) e pode ser encarado como um filme de curta duração.

"Tomorrowland", por sua vez,  é um filme baseado na visão de futuro de Walt Disney, refletido na área de mesmo nome presente nos parques. Estreou ano passado, mas não foi um sucesso de público. Eu adorei o filme, e pra mim foi um dos melhores do ano. A grande diferença de "Tomorrowland" para os filmes de ficção científica tradicionais é que ele aborda a evolução tecnológica como algo positivo, que pode impactar positivamente no bem estar e qualidade de vida das pessoas.


Esse é o grande contraponto com "Black Mirror". Quem me conhece, sabe que sou muito ligado à tecnologia, early adopter de produtos que às vezes sequer chegam aos olhos do grande público e carregado de gadgets no dia a dia. Praticamente o Inspetor Bugiganga. E por mais que "Black Mirror" me faça refletir, creio que o mais importante é termos consciência do que estamos fazendo com nossas vidas. Saber o que é bom, o que é ruim. O que facilita a vida e o que complica. O que torna o mundo um lugar melhor para vivermos e o que só piora as coisas.

A visão que "Tomorrowland" traz é a que compartilho é de que o progresso científico é bom para a sociedade e que gente má existe em todo lugar, independentemente da tecnologia. Não são nossos dispositivos que vão nos transformar em monstros, isso vem da nossa essência.

Retornando ao título do post, precisamos pensar menos como "Black Mirror" e mais como "Tomorrowland". Vamos usar a tecnologia a nosso favor, tendo consciência do que nos torna humanos e da importância de vivermos em sociedade.

Mas não deixem de assistir "Black Mirror" nem "Tomorrowland"!


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