boo-box

28 fevereiro 2016

Você consegue me dizer qual é a cor dessa jaqueta?

No começo do ano passado, uma das fotos que mais circulou na internet mostrava um vestido. Algumas pessoas achavam que ele era azul e preto, outras só conseguiam enxergar branco e dourado. Reproduzo a foto do vestido a seguir.


Agora chegou a vez de nos perguntarmos de que cor é uma jaqueta, cuja foto viralizou nas últimas horas. Recebi pelo WhatsApp e não consegui identificar a fonte original (se você souber, me avise que eu incluo aqui). Pra mim ela é preta e marrom, mas já vi muita gente dizendo que é azul e branca.


Não sei se a Adidas está por trás disso. Se estiver, vai virar um case tremendo de marketing viral.


gregoriofonseca.com.br - Agora em novo endereço!

Quando criei esse blog no blogspot, batizei-o como bloGregório. Eu gostava muito do nome,até que resolvi trocá-lo para gregoriosidades em algum momento que não me lembro quando foi. Esse segundo nome era pra mim, muito mais interessante, mas ele sofria de um sério problema: era muito difícil de ser pronunciado.

Gregosidades era o termo mais falado, mas também ouvi muito gregoriodades, gregoriorosidades e só às vezes eu ouvia gregoriosidades, que era o neologismo que tinha escolhido. E tenho certeza que ao ler a frase anterior, provavelmente você deve ter achado que algum dos termos foi escrito mais de uma vez nela - e não foi.

Outra coisa que tinha vontade era de ter um domínio próprio .com.br, pois muita gente questiona a credibilidade de conteúdo publicado em endereços do Blogspot (bizzarro é não quesitonarem textos espalhados via WhatsApp sem fonte nenhuma).

Fiquei algumas semanas pensando em potenciais nomes para rebatizar o meu blog e acabei concluindo que o melhor seria colocar o meu próprio nome.

Então a partir de agora, para ler meus textos, é só entrar no

gregoriofonseca.com.br

Espero que continuem por aqui! E se quiserem acompanhar cada nova postagem no momento em que forem publicadas, assinem o blog pelo Feedly, me sigam no Twitter ou no Facebook.


21 fevereiro 2016

Star Wars no mundo de Calvin e Haroldo

Um dos perfis mais divertidos que descobri nas últimas semanas no Instagram foi do artista Brian Kesinger. Ele trabalha para a Disney Animation Studios e para a Marvel Comics e tem diversos livros com ilustrações de temática steampunk.


O que me chamou a atenção, no entanto, foram as ilustrações que ele publicou nos últimos dias mesclando cenas clássicas de Calvin e Haroldo (ou Calvin and Hobbes) com personagens de Star Wars. Pra quem gosta dos dois universos, é diversão garantida seguir esse perfil.



Reproduzo aqui algumas das minhas imagens favoritas. No Instagram tem muito mais. Também vale a pena visitar o portofolio no DevianArt de Kesinger.





Instagram: https://www.instagram.com/briankesinger/
DeviantArt: http://briankesinger.deviantart.com


17 fevereiro 2016

Qual serviço é mais barato: Táxi ou Uber?


O cálculo das tarifas de táxi e dos veículos da Uber tem duas variáveis em comum: a distância percorrida e o tempo do trajeto. No entanto, muitas vezes não conseguimos calcular qual dos dois serviços é mais barato, pois outras variáveis estão em jogo.

O táxi tem tarifas diferentes de acordo com o horário, o que é conhecido como Bandeira 1 e Bandeira 2. Há custos para levar bagagens no porta-malas e existe uma taxa de retorno quando o destino é outro município.

Já a Uber utiliza um sistema de atualização dinâmica de preços que funciona em função da oferta e demanda. Basicamente, o preço aumenta quando a oferta de táxis é menor e/ou quando a procura é maior, e isso é aplicado na forma de um fator multiplicar sobre o preço da corrida.

Para calcular um caso prático em Belo Horizonte, fiz umas simulações de preços de táxi e Uber com o trajeto da minha casa até a universidade pra ter uma ideia (não, eu não irei de táxi nem Uber para a aula). Usei o http://www.tarifadetaxi.com/belo-horizonte para preços de táxi e o próprio aplicativo da Uber para preços dela.

Táxi Bandeira 1 - R$38,22
Táxi Bandeira 2 - R$44,64

UberX - R$27,00

e com multiplicadores
UberX * 1,4 - R$37,80
UberX * 1,6 - R$43,20

UberBlack - R$40,00

e com multiplicador
UberBlack * 1,1 - R$44,00

Ou seja: o preço depende do horário, do trânsito no momento e da oferta de veículos. Em alguns casos o táxi será mais barato e em outros a Uber.

O UberX em horário de bandeira 1 ainda sai mais barato que o táxi se o multiplicador for 1,4. Se for em horário de bandeira 2, o multiplicador 1,6 ainda vale a pena. Já o UberBlack sai mais caro que o táxi em bandeira 1 e tem o preço muito próximo da bandeira 2.

Acho que os dois serviços tem suas vantagens e desvantagens e que há espaço pra todo mundo. Os aplicativos de táxi melhoraram demais o serviço dos taxistas, pelo fato de termos rastreabilidade de quem nos atendeu. No fim das contas, a concorrência acaba sendo melhor para o consumidor, e minha escolha acaba sendo em função do preço.

E caso você nunca tenha se cadastrado na Uber, se você fizer por esse link (https://www.uber.com/invite/uberdogregorio), você ganhará um bônus de 20 reais (e eu também). Outra forma é baixar o aplicativo pela App Store ou Google Play e inserir o código uberdogregorio que também funciona!


16 fevereiro 2016

Não dá pra entender como ainda tem gente que defende o machismo do Galo

A principal polêmica que circulou na minha timeline no dia de hoje foi o lançamento dos uniformes do Atlético para a temporada de 2016. O ponto que motivou mais discussões foi a forma machista como os uniformes foram apresentados: por modelos com pouca ou muito pouca roupa.



Parece inconcebível que em 2016 uma empresa se sujeite a esse tipo de postura. É um tipo de publicidade que é combatido e considerado ultrapassado por quem tem o mínimo de consciência, mas mesmo assim deve trazer bons resultados - vide as propagandas de cerveja sempre protagonizadas por mulheres seminuas que continuam sendo divulgadas. No fundo, a maior parte do público do futebol em geral parece tratar isso com naturalidade - o que é muito triste.

Percebi que a polêmica estava no ar quando recebi em um grupo de amigos no WhatsApp chacotas vindas de cruzeirenses sobre o fato "dos atleticanos não gostarem das mulheres". Na minha inocência de acreditar que ao menos no meu círculo de amigos as pessoas teriam um senso mínimo de respeito, joguei no ar a pergunta:

"Sério que vocês acham isso realmente engraçado ou só estão fingindo de bobos?"

A minha surpresa maior foi a série de respostas que recebi, tanto de atleticanos quanto de cruzeirenses. Cada resposta tinha pelo menos uma dessas características: machismo, homofobia e misoginia. Vou poupá-los dessas respostas, pois elas foram enviadas em um grupo privado. Mas posso colocar alguns exemplos publicados abertamente no Facebook e Twitter para dar uma ideia de como está se comportando o "torcedor médio".




As postagens acima foram recortadas de um evento do Facebook criado para um protesto organizado por atleticanas, mas cancelado.

Uma busca por "Galo" no Twitter também revelou alguns tweets que me ajudam a perder a fé na humanidade:






Convenhamos, o futebol é um esporte extremamente machista. Quem vai ao estádio vê isso muito bem, seja nos xingamentos que as bandeirinhas e juízas ouvem, seja nos cantos de torcida que nunca exaltam o próprio time, apenas "ofendem" o adversário com letras machistas e homofóbicas. Sem contar as olhadas desrespeitosas e as cantadas que as torcedoras ouvem. Crescemos ouvindo que futebol não é coisa de mulher e as que gostam do esporte acabam sofrendo preconceito. Por todos esses motivos, a realização de um evento de marketing como esse não me surpreende em nada. O machismo no futebol não está apenas no lançamento de uma nova linha de uniformes, está por toda parte. Parece que o mundo ainda não está pronto.


Felizmente, há muitas mulheres e homens que acreditam que isso é um problema real, e se manifestaram de forma a mostrar isso para o resto do mundo. A discussão que surgiu nessa semana está longe de resolver o problema, mas já é um ótimo começo.

Dificilmente a postura dos times e torcedores mudará a curto prazo (o Atlético-MG, veja só que vergonha, ao invés de soltar uma nota oficial com pedido de desculpas, ressaltou que não houve machismo no desfile). No entanto, cada passo dado em busca de um mundo mais igualitário tem seu valor e essa polêmica certamente fez algumas pessoas reavaliarem suas posturas. A gente muda o mundo de pouquinho em pouquinho. Até lá, vamos nos decepcionando com o ser humano, mas sem deixar de acreditar que o futuro pode ser melhor.


14 fevereiro 2016

Deadpool entrega o que promete (nada mais, nada menos)

Deadpool sempre foi um personagem desconhecido do grande público, mas muito amado dos fãs dos quadrinhos. A primeira chance que ele teve de se tornar mainstream aconteceu no primeiro filme solo do Wolverine e foi um total fiasco. Alguns anos depois, a Fox finalmente percebeu suas mancadas e permitiu que Deadpool ganhasse um filme como os fãs esperavam.

Sim, é exatamente como os fãs esperavam.

Não há o que se reclamar em relação à fidelidade ao material original. Está tudo lá: o uniforme vermelho, a violência gratuita e exagerada, as piadas em sequência, a quebra da quarta parede (Deadpool conversa com os espectadores). Ele nunca foi um herói convencional e o filme segue a mesma linha.


Pelo fato de tudo estar tão dentro do esperado, o filme não me surpreendeu. Isso não é necessariamente um problema, mas fiquei aguardando algo que me trouxesse a sensação de novidade. No fim das contas, acho que os trailers entregaram demais o plot do filme.

Nem por isso podemos falar que o filme é ruim, muito pelo contrário: é um ótimo filme de super-heróis e certamente um dos mais fiéis já produzidos. O problema é só de dimensionamento de expectativas: se eu tivesse chegado no cinema sem informação nenhuma talvez eu tivesse achado mais interessante.

De qualquer forma, recomendo que assistam. São quase duas horas de ação exagerada, muitas piadas boas (e muitas ruins também) e inúmeras referências aos quadrinhos, outros filmes e a própria carreira do ator Ryan Reynolds. Vale destacar a facilidade com que o filme faz piada com o universo dos super-heróis como gênero cinematográfico: Lanterna Verde é a maior vítima, mas também sobram gozações para os X-Men e boa parte dos universos Marvel e DC.

Por fim, achei interessante notar a quantidade de adolescentes no cinema. O filme no Brasil tem censura 16 anos por causa de seu alto teor de violência e sexo. Nos EUA ele tem censura 18 anos e na China ele foi proibido. Creio que se eu tivesse metade da minha idade certamente eu iria ao cinema: eu comecei a ler as histórias do Deadpool aos 13 anos, na extinta revista Marvel 99 e a última revista dele que comprei foi aos meus 19 anos. Naquela época eu achava o máximo, então entendo o que os jovens estão pensando. Hoje, no entanto, são outros tipos de quadrinhos que me agradam mais.