Pular para o conteúdo principal

Resolvi abandonar os quadrinhos de papel de Walking Dead (porque a editora abandonou primeiro)

Sempre o alguma história em quadrinhos é adaptada para o cinema ou TV aparecem muitas pessoas chatas reclamando da fidelidade em relação ao material original. "The Walking Dead" conseguiu fugir razoavelmente desse tipo de críticas ao trazer uma história na TV que segue a linha do tempo básica dos quadrinhos, mas apresenta novos personagens e muda diversos acontecimentos. Assim, o público tem a acesso a duas histórias diferentes e se surpreender a cada episódio da série ou edição da revista.


Anos antes da série de TV estrear, os quadrinhos de "The Walking Dead" já eram publicados no Brasil com o nome "Os Mortos-Vivos". A editora que teve a visão (e a sorte) de trazer o título para o Brasil foi a HQM, que entre 2006 e 2009 publicou os quatro primeiros volumes dos quadrinhos. A série de TV estreou em 2010 e só em 2011 a editora retomou a publicação, aproveitando o hype.
Acontece que a HQM é uma editora pequena, e parece não conseguir ter a regularidade de lançamentos que os leitores querem. Há diversas séries que eles deixaram de publicar sem fazer nenhum esclarecimento (como Bone, Liberty Meadows e Estranhos no Paraíso, por exemplo) e esperava-se que eles não fizessem isso com a mina de ouro que poderiam ser os quadrinhos de "The Walking Dead".

Nos EUA, o volume mais recente é o 26, que está longe de ser alcançado pelo seriado. O problema é no Brasil, os quadrinhos foram alcançados. O volume 18, que foi o último publicado por aqui, saiu em setembro de 2015, pouco antes da estreia da sexta temporada da série. A última cena da temporada acontece no volume 17 da publicação ou seja, a sétima temporada vai além do que foi traduzido.

E eu cansei de esperar. A editora HQM está sem lançar novas edições há 16 meses! Aproveitei uma promoção do Comixology e comprei as edições de 19 a 26 em formato digital. Um detalhe: o preço da edição americana é menor que o da edição brasileira (as edições digitais e físicas tem o mesmo preço).

Fico triste porque queria ter uma coleção em português da série, mas se a própria editora desistiu de lançá-la, eu desisti de esperar. Embora a editora nunca tenha dito oficialmente que abandonou a coleção (pelo contrário, eles dizem que vão retomá-la, mas sem uma previsão de data) eu já não quero mais.


No domingo a série volta à TV e prefiro estar à frente na leitura.

A propósito, se você tiver interesse em comprar os primeiros 18 volumes da coleção em português, podemos negociar um preço baratinho. Se conseguir vender minha coleção, vou recomprá-la em formato digital para ter tudo em um lugar só.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas …

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…