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08 fevereiro 2017

Resolvi abandonar os quadrinhos de papel de Walking Dead (porque a editora abandonou primeiro)

Sempre o alguma história em quadrinhos é adaptada para o cinema ou TV aparecem muitas pessoas chatas reclamando da fidelidade em relação ao material original. "The Walking Dead" conseguiu fugir razoavelmente desse tipo de críticas ao trazer uma história na TV que segue a linha do tempo básica dos quadrinhos, mas apresenta novos personagens e muda diversos acontecimentos. Assim, o público tem a acesso a duas histórias diferentes e se surpreender a cada episódio da série ou edição da revista.


Anos antes da série de TV estrear, os quadrinhos de "The Walking Dead" já eram publicados no Brasil com o nome "Os Mortos-Vivos". A editora que teve a visão (e a sorte) de trazer o título para o Brasil foi a HQM, que entre 2006 e 2009 publicou os quatro primeiros volumes dos quadrinhos. A série de TV estreou em 2010 e só em 2011 a editora retomou a publicação, aproveitando o hype.
Acontece que a HQM é uma editora pequena, e parece não conseguir ter a regularidade de lançamentos que os leitores querem. Há diversas séries que eles deixaram de publicar sem fazer nenhum esclarecimento (como Bone, Liberty Meadows e Estranhos no Paraíso, por exemplo) e esperava-se que eles não fizessem isso com a mina de ouro que poderiam ser os quadrinhos de "The Walking Dead".

Nos EUA, o volume mais recente é o 26, que está longe de ser alcançado pelo seriado. O problema é no Brasil, os quadrinhos foram alcançados. O volume 18, que foi o último publicado por aqui, saiu em setembro de 2015, pouco antes da estreia da sexta temporada da série. A última cena da temporada acontece no volume 17 da publicação ou seja, a sétima temporada vai além do que foi traduzido.

E eu cansei de esperar. A editora HQM está sem lançar novas edições há 16 meses! Aproveitei uma promoção do Comixology e comprei as edições de 19 a 26 em formato digital. Um detalhe: o preço da edição americana é menor que o da edição brasileira (as edições digitais e físicas tem o mesmo preço).

Fico triste porque queria ter uma coleção em português da série, mas se a própria editora desistiu de lançá-la, eu desisti de esperar. Embora a editora nunca tenha dito oficialmente que abandonou a coleção (pelo contrário, eles dizem que vão retomá-la, mas sem uma previsão de data) eu já não quero mais.


No domingo a série volta à TV e prefiro estar à frente na leitura.

A propósito, se você tiver interesse em comprar os primeiros 18 volumes da coleção em português, podemos negociar um preço baratinho. Se conseguir vender minha coleção, vou recomprá-la em formato digital para ter tudo em um lugar só.


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