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26 junho 2017

Quem te apresentou o mundo mágico de Harry Potter?

Hoje é o aniversário de 20 de lançamento do primeiro livro do Harry Potter. A saga do bruxo é a minha preferida no universo da literatura, não só pela qualidade dos livros, mas também porque vivi a expectativa de lançamento de cada um deles, e cresci junto com os personagens da série.


Lembro-me perfeitamente do meu primeiro contato com o mundo mágico de J. K. Rowling: foi na edição de 12 de abril de 2000 da revista Veja, quando eu tinha quinze anos de idade. Na época, a publicação dedicou três páginas inteiras ao lançamento da série no Brasil, que acontecia naquela semana. Foi o suficiente pra me convencer que seria o próximo livro que eu ia ler. As páginas estão reproduzidas a seguir. Caso a letra esteja pequena, clique nas imagens para ampliá-las.




Pedi o livro à minha mãe, que tinha a política de que livro é um investimento e fui correndo ao Centro Rio em Araxá, onde paguei 22 reais no exemplar de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Li o livro em menos de dois dias e passei a pregar a palavra: devo ter emprestado minha edição para pelo menos quinze pessoas, e mais um monte de gente se iniciou nesse universo por minha recomendação.

Há dois detalhes dessa primeira edição brasileira que pouca gente conhece: o primeiro é que o logo do Harry Potter era diferente, sem o raio. A terceira página da reportagem reproduz a primeira capa do livro, que hoje virou raridade. O segundo detalhe é que tem uma pequena mudança na tradução que aconteceu nas primeiras reimpressões: personagem Draco Malfoy era chamado de Drago Malfoy nesses primeiros livros, mas essa denominação foi alterada nas reimpressões.


Harry Potter e a Pedra Filosofal é o livro que mais li na vida: tinha o costume de reler toda a série na véspera de lançamento de um novo exemplar, antes dos filmes, e quando mais me desse vontade. Em janeiro desse ano, li o primeiro livro novamente, na edição ilustrada. A prova de que a magia continua pra mim é que a leitura completa do exemplar em 2017 aconteceu em menos de 24 horas.

E o mundo mágico de Harry Potter não ficou preso aos livros: há filmes, miniaturas, camisetas, pijamas, jogos de videogame, toda espécie de merchandising e um parque temático maravilhoso - e eu já gastei dinheiro com isso tudo. Valeu cada centavo.

(essa foto tem um pouco mais de dez anos)

 E você, como conheceu Harry Potter? Fui eu quem te apresentou o menino que sobreviveu?


13 junho 2017

Você já parou pra pensar em quanto dinheiro você gasta pra acessar o Facebook, Instagram e outras redes sociais?

O mês inteiro eu fico brigando contra meu pacote de dados no celular, esperando que ele não acabe antes da renovação. Acompanho quanto cada aplicativo consome, utilizo recursos de economia e ainda assim costumo chegar perto do limite sempre. Uma coisa que aprendi desde que contratei meu primeiro pacote de dados de celular de 10MB (isso mesmo, dez megabytes) há mais de uma década é que independentemente do limite de dados que eu tiver disponível, eu sempre vou consumi-lo.


Nos últimos meses, gastei em média 50% do meu pacote de dados apenas com Facebook e Instagram. Como o pacote custa 50 reais, o gasto com dados para utilização apenas dessas duas redes fica metade disso: 25 reais por mês, ou 300 reais por ano, quase um real por dia.

Isso mesmo, 300 reais por ano.

Note que esse valor se refere apenas ao pacote de dados de celular. Há inúmeros outros custos indiretos como energia elétrica, assinatura de internet residencial para utilização wi-fi e o próprio custo do smartphone.

No entanto, não vale a pena considerá-los nessa conta por três fatores:

  • o consumo de energia elétrica para carregar o telefone representa pouco na conta de luz; 
  • a escolha de contratação de internet residencial é baseada na velocidade de transferência de dados e esse é um fator que é pouco exigido pelas redes sociais se comparado a outros serviços como Netflix e Youtube;
  • a compra de um smartphone quase nunca é baseada no seu desempenho em redes sociais, pois elas utilizam aplicativos que, em geral, funcionam bem em qualquer aparelho.




Fazer essa conta, num primeiro momento, não deve mudar a minha forma de agir. Não vou deixar de usar as redes sociais no celular nem gastar esse dinheiro com outra coisa. Mas tenho a consciência de quanto isso está me custando.

No fundo, é como se eu tivesse pagando por um serviço, assim como pago pelo Netflix, Social Comics, Xbox Live ou Google Play Music. Acredito que a tendência do mercado é assinarmos cada vez mais serviços digitais pagos, e vai chegar um momento em que não poderemos ter todos: nem todos têm tempo hábil pra usar tudo nem dinheiro suficiente pra pagar cada um deles. Nessa hora, escolhas serão feitas.

De qualquer forma, se tivermos que fazer alguma priorização de conteúdo pago a ser consumido na internet, tenho certeza que a maioria vai escolher as redes sociais. Pode ser o Facebook, Instagram, Snapchat ou a rede social popular do momento. Na prática, já escolhemos isso.