Pular para o conteúdo principal

The Walking Dead é minha novela preferida


The Walking Dead é a série que acompanho há mais tempo. Desde seu primeiro episódio, assisti cada capítulo na semana de lançamento. No entanto, a série tem perdido o seu ritmo nas últimas temporadas e muitos já deixaram de assisti-la. Eu ainda não deixei: é porque ela se tornou minha novela favorita.

Explicando melhor: The Walking Dead é uma série que possui muitos episódios em que eu tenho a sensação de que nada aconteceu, e que a história não rendeu. Ainda assim, gosto de estar na companhia dos personagens, torço por eles e fico esperando o que vai acontecer - mesmo que isso demore muito.

Outro detalhe é que a série deixou de ser surpreendente, e os spoilers são quase inofensivos. Não há tantos pontos de virada que me deixam curioso, perplexo e esperando o próximo episódio. É quase como ler a sinopse de uma novela em revistas de fofoca.

Por fim, o que realmente importa são os primeiros e o último capítulo de cada parte da temporada. Mais precisamente, os episódios 1 e 8 (quando a série faz uma pausa),  9 e 16. É a velha máxima do mundo das novelas: vendo o começo e o fim da história você entende tudo que aconteceu.

Hoje, The Walking Dead deixou de ser minha série favorita, mas continua entre as que eu mais gosto. Por mais que ela não seja tão interessante quanto já foi, ainda gosto de me aventurar nesse mundo pós-apocalíptico onde os zumbis são uma ameaça menos perigosa que os próprios humanos. Cada pessoa tem sua novela, essa é a minha.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…